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terça-feira, junho 22, 2010

um olhar...

Ultimamente a chegada do canal NBA tem permitido alguns momentos de revivalismo emocionantes - quando era mais pequeno (quer em termos físicos, quer em termos de idade, mas especialmente em termos físicos) houve uma altura em que a NBA e o basquetebol eram tudo. Foi ali à volta de 90, 91, 92, por aí. Seguia com atenção semanal o programa "Magia da NBA" nas tardes de sábado, com o Carlos Barroca, entrei para o clube de basquetebol na escola (mesmo sendo o mais pequeno dos que lá andava acreditava que o tamanho não era tudo), fazia colecção de cromos da NBA e jogava no pátio, sempre que possível (provocando também por vezes a ira dos vizinhos, dado que o bater constante de uma bola de basquetebol no chão, num movimento chamado de driblar, não é o mais amigável aos ouvidos de outros). Um dos objectos por mim mais adorado ainda existe e está lá num canto perdido na Ericeira - uma bola verde e branca dos Boston Celtics. Foi um tempo em que conhecia praticamente todos os jogadores das várias equipas da NBA, um campeonato dominado pelos Bulls de Chicago, mas que tinha também várias outras personagens que me lembro saudosamente, todas presentes no histórico Dream Team que foi aos Jogos Olímpicos de 1992 - Charles Barkley, Larry Bird, Magic Johnson, John Stockton, Karl Malone, Scottie Pippen, David Robinson, Clyde Drexler, Pat Ewing e claro o inevitável Michael Jordan. E lembro-me também de um tipo que por lá jogava e era o mais alto de toda a NBA - o Manute Bol. Um sudanês lingrinhas, mas que sabia utilizar muito bem o seu tamanho na recuperação de bolas e nos "abafos". E todo este post surgiu daqui, da triste notícia que o Manute Bol faleceu no passado dia 19, aos 47 anos. Ele que também foi um exemplo como cidadão e dedicou-se, desde a sua reforma a causas humanitárias no seu país merecia mais que o esquecimento geral (só vi a notícia num site brasileiro...). Aqui fica uma homenagem em forma de vídeo.

terça-feira, setembro 15, 2009

um olhar...

Que alívio. Ainda ontem vim para aqui dizer bem do Federer, que é um grande jogador, etc e tal e bastou mais um joguinho para engolir as minhas palavras. E engulo-as com muito gosto. É um alívio para mim ter voltado à sanidade mental. O jogo de ontem permitiu-me ver e relembrar porque é que eu nunca gostei do Federer - mau perder, rezingão (epá, aqueles "Fuck" ao árbitro não mereciam pontos de penalização???), sortudo como tudo (bolas na tela em momentos decisivos), árbitros a seu favor (repetir pontos incríveis, fiscais de linha com chamadas absurdas), beneficiando em muito da fraca qualidade dos adversários e assim durante anos foi acumulando títulos. Fraca qualidade adversários - títulos. E não venham cá com conversas que é o melhor de sempre, nem sempre o melhor de sempre é o que ganha mais títulos. Este exemplo é uma clara demonstração disso mesmo. Mas (e atenção, que neste ponto do discurso, um mas é muito importante), o que é facto é que algo mudou. O final da novela. A novela vista vezes sem conta, teve por fim um final diferente. O Federer perdeu! Sem contar com as derrotas naturais com um ser superior a ele (leia-se Nadal), já não me lembrava que isto era uma possibilidade. Esfreguei os olhos 4/5 vezes antes de perceber o que tinha acontecido. E só depois esbocei um sorriso. O gosto pela modalidade leva-me a acreditar que o Del Potro vai conseguir deixar de fazer erros inacreditáveis, básicos, e concentrar-se nas excelentes pancadas que tem, tornando-se mais um potencial vencedor de qualquer torneio, que é o que o ténis precisa após anos na escuridão fedorenta.

segunda-feira, setembro 14, 2009

um olhar...

Eu não gosto deste gajo. Nada. Nadinha. Mas ontem deixou-me rendido, encostado ao sofá, sem reacção. Por todo o jogo, por ter levado de vencida um enorme Djokovic, por saber como ninguém elevar o seu jogo nos momentos decisivos. E como apreciador de bom ténis, tenho que tirar o chapéu e fazer uma vénia a este ponto, que serviu para lhe dar um triplo match point. Ter visto isto em directo é algo que vou contar aos meus netos. Sem mais palavras...

quarta-feira, outubro 29, 2008

um Alex no ar...

Com receio de que os trinta trouxessem assim uma pázada de juízo, resolvi um dia antes de os fazer atirar-me de um avião. Foi um considerado salto maricas para alguns, mas a mim 3000 metros já impõem o seu respeito, portanto deixo os 4200m para uma próxima ocasião. Ainda não há fotos relativas a este salto no vazio (salto tandem, acompanhado de um expert), mas queria apenas dizer que teria sido um misto de emoções, entre apreensão, medo, pura adrenalina, curtição, não fosse o facto de eu ter bloqueado completamente os sentimentos e pensamentos e simplesmente ter-me deixado levar. Deixado levar para o avião, deixado levar para a borda do avião já com os pés para fora, deixado levar cá para baixo. Sinto que não aproveitei como poderia e deveria, portanto acho que vou ter que fazer outro (talvez agora 4200m) para tirar as dúvidas...

PS: A paisagem alentejana e especificamente Évora lá de cima é espectacular!

quinta-feira, agosto 21, 2008

um olhar e um sorriso...

E para adicionar ao post abaixo, aqui fica mais um momento alto desta edição dos Jogos Olímpicos.



Parabéns Nélson Évora!

um olhar...

...sobre o que estão (na minha opinião) a ser uns Jogos Olímpicos com grandes momentos, alguns mesmo históricos. E não estou a falar só do Phelps e do Bolt, os grandes fenómenos desta edição que não só arrumaram completamente a concorrência, como acumularam ouro e novos recordes do mundo de uma forma inequívoca.
Estou a falar de por exemplo a equipa de basket dos EUA, que após ter ficado apenas em 3º lugar nos últimos Jogos e no Campeonato do Mundo de 2006 está a querer redimir-se (até ganhou o cognome de Redeem Team) e está a dar espectáculo, inclusivé contra a campeã do mundo Espanha.
Estou a falar de um grande evento de ginástica masculina (todos os aparelhos).
Estou a falar de uma grande surpresa nos 100m livres com a primeira medalha de ouro de sempre para o Brasil na natação.
Estou a falar de um grande sprint nos 1500m por parte do atleta do Bahrain, Ramzi.
Estou a falar de uma grande surpresa islandesa no andebol, chegando às meias finais.
Estou a falar também, claro, do excelente feito da Vanessa.
E se calhar algumas mais que me escapam por não ligar muito a certas modalidades (tiros, levantamento de peso, canoagem, vela passam-me completamente ao lado).
O que estraga isto tudo é mesmo os Jogos serem onde são...

quarta-feira, agosto 13, 2008

um olhar...

..sobre o imparável Michael Phelps, que é já o maior medalhado de sempre da História dos Jogos Olímpicos! Incrível a forma como bate todos os adversários e quebra recordes do mundo, fazendo parecer rídiculo todo o esforço que os atletas antes dele dispenderam nas suas provas...
It's History on the making! (só tenho mesmo pena é de ser em Pequim, que para além de ser um prémio injusto para um país que não se tem portado muito bem a nível humanitário, não nos permite acompanhar mais que os resumos diários...).


Most Olympic Gold Medals
11 - Michael Phelps, United States, swimming(2004-6; 2008-3)
9 - Paavo Nurmi, Finland, track and field(1920-3; 1924-4; 1928-2)
9 - Larysa Latynina, Soviet Union, gymnastics(1956-4; 1960-3; 1964-2)
9 - Mark Spitz, United States, swimming(1968-2; 1972-7)
9 - Carl Lewis, United States, track and field(1984-4; 1988-2; 1992-2; 1996-1)

Eu chegava-me ao pé dele e dizia: "Tu não és desportista meu menino! É que o desporto é ganhar e perder e tu só ganhas..."

segunda-feira, julho 07, 2008

um olhar...

...sobre a mais longa final de sempre de Wimbledon.

Jogou-se ontem, mas só hoje foi possível dizer aqui qualquer coisa sobre um jogo histórico, ganho por Rafael Nadal contra o seu grande rival Roger Federer. 4h48 minutos foi a duração do encontro, sem contar com as interrupções devido à chuva. Quando vejo que às 21h o jogo ainda decorre, primeiro desconfiei fortemente do logo que dizia "Directo", mas rapidamente me apercebi, pelos parciais, que a coisa devia ir mesmo longa. É nestes momentos históricos do desporto que penso a sacanice que é estas coisas só estarem abertas a quem paga (e bem) para ter o canal em que foi transmitido...

Voltando ao jogo, os parciais dizem tudo, 6-4, 6-4, 6-7 (5-7), 6-7 (8-10), 9-7. Uma reviravolta e uma contra-reviravolta, com (segundo dizem e do pouco que vi) grandes pontos, muita disputa e um quinto set louco, em que nenhum dos jogadores cedeu nenhum break até chegar a 7-7, altura em que Nadal assumiu a liderança em 8-7 e serviu para a vitória.

Desta forma, Nadal tornou-se o primeiro jogador, desde o sueco Bjorn Borg em 1980 a ganhar Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano. E olhem que desde então já muitos jogadores passaram pelos relvados...

Deixo-vos alguns links que poderão ser interessantes, bem como algumas imagens do encontro.

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Exciting!