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sexta-feira, outubro 22, 2010

uma música no ar...

Carta aberta

Se bem se recordam foi há precisamente 20 anos que deram o vosso primeiro concerto como banda. Na altura tinham outro nome, mas a essência da banda estava feita. 20 anos e um extenso contributo ao legado da música americana. Pena que chegue numa altura em que a nossa relação não está a melhor, mas é natural, qualquer relação com 19 anos (não vos conheço há 20, foi um pouco mais tarde que tive conhecimento da vossa existência e nem foi amor à primeira vista, mas adiante) sofre de períodos assim, menos apaixonados, mais distantes. Gostava de ver um esforço da vossa parte, para me reconquistarem. Se não for pedir muito, claro... Deixo uma pista - tentem encontrar dentro de vocês a energia que vos fez fazer esta música. 


Fico a aguardar resposta da vossa parte.

O sempre vosso
Alex

sexta-feira, agosto 20, 2010

uma música no ar...

Excelente concerto ontem de Kimi Djabaté no Museu do Chiado. Um concerto onde parece que tudo contribuiu a favor, desde o local escolhido (aquele jardim é de facto um mimo, e é de louvar, como o próprio Kimi fez, o Filho Único por nos proporcionar isto), à hora escolhida (é uma pena que não se aproveite mais este horário de verão para concertos assim ao fim da tarde em espaço ao ar livre) e claro, ao músico em questão. Kimi mostrou-se surpreendido por ver o jardim cheio de gente para o ver, mas justificou bem a presença de todos. Simpatia, à vontade (apesar de se dizer nervoso), e acima de tudo sentimento e sabedoria no tocar da guitarra e do balafon foram as armas que usou para nos conquistar, para conseguir colocar todos a cantar palavras que nem sabemos o que significam, e para lhe darmos as merecidas palmas que ele tanto pediu. Penso que terá convencido tanto quem foi à descoberta como quem já o conhecia e quando é assim nada mais há a acrescentar.
Para descobrirem um pouco mais sobre este músico nada como lerem a excelente reportagem/entrevista sobre ele aqui.

Enjoy!

quarta-feira, agosto 18, 2010

uma música no ar...

E que tal 9 minutos e meio de puro deleite?

sexta-feira, agosto 13, 2010

um olhar, um sorriso e uma música no ar...

Amanhã é um grande dia para este blog. Um grande, grande dia. Parece que foi ontem e já lá vão 4 anos de olhares, sorrisos e músicas no ar. O início foi receoso. Não sabia bem no que me estava a meter, tinha dúvidas de ter capacidade para dar andamento à coisa, mas lá arranquei. E aos poucos, com sobressaltos, mais vontade numas alturas, menos noutras, a coisa foi-se compondo e é hoje uma referência no panorama dos (dois) blogs nos quais contribuo. 4 anos é muita fruta. Muita coisa aconteceu entretanto, muita coisa mudou, sinto-me outra pessoa. Não sou claramente o mesmo Alex de há 4 anos, e aqui o blog acabou por ser um bom registo das coisas que nos passam na cabeça, da evolução, do passar dos dias, semanas, meses, anos. Este é o 973º post, o que dá uma média de cerca de 244 posts por ano. É qualquer coisa e sinto-me orgulhoso deste meu filhote que já anda e faz perguntas incómodas. E ultimamente tem disparado para todos os lados. A quem por aqui foi passando o meu obrigado, e um espero que tenham gostado. Pelo menos quero chegar aos 1000 posts, depois disso logo se vê.

Enjoy!

sexta-feira, agosto 06, 2010

um olhar, um sorriso e uma música no ar....

Não há muitas palavras para descrever isto. Para mim, isto representa a grande maravilha da música, a possibilidade de chegar a todos.

quinta-feira, julho 29, 2010

uma música no ar...

A banda do recomendada do dia são os Hockey, banda originária de Portland, EUA, e que lançaram no final de 2009 o seu álbum de estreia Mind Chaos. Têm um rock pop com toques electrónicos. Se isto for suficiente para acharem que merece 4 minutinhos do vosso tempo, cliquem no play.

quarta-feira, julho 28, 2010

um olhar e uma música no ar...

Nunca mais chega Novembro... Broken Social Scene, Interpol e Arcade Fire no espaço de 10 dias é algo que me deixa ansioso pela chegada desse mês...

uma música no ar...

Vem aí novo álbum dos Eels - chega aos escaparates dia 24 de Agosto. Já tem nome - Tomorrow Morning - e é o encerrar de uma trilogia iniciada com Hombre Lobo e que passa também por End Times. Aqui fica um primeiro cheirinho da coisa, com este "Spectacular Girl". A não esquecer que têm encontro marcado com Lisboa no Coliseu a 19 de Setembro!

Enjoy!

quarta-feira, julho 21, 2010

iLex Caran D'Ache Playlist 21.07.10

Aqui ao lado deixo a inspiração para a playlist desta semana - esta maravilhosa caixa de lápis Caran D'Ache, que fez as minhas delícias nos bons velhos tempos de início de escolaridade. E como tenho a certeza de não ser o único a quem este objecto traz boas memórias, nada como juntar o útil ao agradável e dedicar uma das brincadeiras de juntar músicas que para aqui faço a esses tempos.
O processo foi simples - uma música de arranque e depois uma para cada um deste lápis, como que a abrir uma caixa nova e a experimentar os lápis um por um. Foi um processo complicado pois há cores com mais do que 3/4 músicas boas, mas esta foi a minha selecção neste momento. Hope you enjoy it!

quinta-feira, julho 15, 2010

uma música no ar...

Mais uma recomendação no dia de hoje, desta feita "Stranded", música que serve de apresentação ao novo álbum dos The Walkmen, que será lançado no próximo mês de Setembro. Realce para o nome do álbum - Lisbon - que se deve ao facto de, segundo a própria banda, terem sido bastante influenciados pelas duas passagens pela nossa capital (Dezembro 2008 no Super Bock em Stock e Julho 2009 no Super Bock Super Rock) durante o processo de composição do novo álbum. A ouvir!

uma música no ar...

Hoje deixamos aqui os Depreciation Guild, com o tema "Dream About Me", do seu segundo álbum, Spirit Youth. A arquivar num estilo, acho que se encaixaria em dream pop (whatever that means...).

Enjoy!

terça-feira, julho 13, 2010

uma música no ar...

Depois de ter escrito este post, bem sei que foram muitos os surpreendidos de me encontrarem naquele terreno baldio ali em Algés no final da semana passada. Pois bem, venho aqui repôr justiça nos factos, para não me chamarem troca-tintas, fala-barato, e outras coisas piores. Assim sendo, começo por argumentar que a minha relação com o Optimus Alive estava por um fio, qual relação entre duas pessoas que já não se querem, que as diferenças entre eles estão de tal forma vincadas que não há volta a dar e que é praticamente assumido que o melhor mesmo é ir cada um para o seu lado antes que a coisa se torne ainda mais inconveniente. E ao escrever o tal post citado acima já estava mesmo com a cabeça feita que não havia nada a fazer. No entanto, aconteceu uma coisa que me fez pensar dar uma última oportunidade à relação -  ter encontrado dois bilhetes de 3 dias à venda na fnac na 4ª feira, dia 7 de Julho (sim, na véspera do início da coisa). Tomei como um sinal, e impondo-me a mim mesmo 2 condições mínimas - ter que chegar a horas de ver os Local Natives e não ir lá no dia 9 - anudi em ir passar umas horas no tal terreno baldio.
Suspeitei que a coisa podia não resultar logo cedo, quando faltavam 15 minutos para começar o concerto dos Local Natives e a fila para trocar pulseiras teimava em não andar - a Optimus não me parecia disposta a fazer qualquer tipo de esforço. Cheguei 10 minutos atrasado, mas rapidamente esqueci isso, porque deram um excelente concerto, bem animado e com a tranquilidade que se deseja, uma vez que mesmo estando em festival ainda só se encontravam na tenda cerca de 200/300 pessoas. Logo se seguiu mais um animado concerto dos The Drums, com a sua surf pop e toques de Joy Division e Cure que em nada é original mas permite movimentar o corpo de acordo com o ritmo. Devendra também deu um excelente concerto para uma pessoa como eu que pouco conhece, tendo me dado bastante vontade o ir descobrir melhor. Até aqui, tudo perfeito para o que eu quero - bons concertos de bandas que pouca gente conhece e concertos que me fazem querer descobrir mais da banda. Até já me tinha esquecido do episódio das pulseiras (apesar dos relatórios da "frente da batalha" não serem nada animadores) e dei por mim a pensar que afinal havia luz ao fundo do túnel, que nem tudo estava perdido. Talvez apercebendo-se disso, a Optimus decidiu dar sinais que a coisa não ia ser bonita - abriu as portas ao histerismo de uma tal Florence e uma máquina cópia barata da Kate Bush que me fez fugir do palco secundário, e quando tentei voltar para espreitar um bocadinho os xx que tocavam a seguir já era impossível de o fazer. Ouviu-se um bocadinho lá do fundo da tenda, viu-se pouco ou nada, mas do que se viu a coisa também não estava a ser por aí além, pelo que rumámos ao palco principal para ver os Faith No More (ah, só agora me lembrei que ainda perdi para aí 15 min com Alice in Chains e 5 com Kasabian e foi o suficiente - atrocidade meterem Alice in Chains sem o Layne e Kasabian foi giro em 2004...). O entusiasmo para Faith No More era relativo, não esperava mais do que o que tinham feito o ano passado no Sudoeste e a meu ver não fizeram. Ainda é o mesmo espectáculo, com a mesma base, variando aqui e ali numas músicas e ainda para mais tinham um público menos conhecedor do seu trabalho do que os que foram até ao Sudoeste o ano passado, o que também ajuda a criar a aura num concerto. O público do Optimus é um público da moda, que vai ver as bandas da moda (a tal florence, os tais xx e conhecem apenas o Easy e o Epic e pronto e mais acrescentarei sobre isto quando falar dos Pearl Jam) e acho que não souberam aproveitar bem o animal de palco que é o Mike Patton. Fim de dia. 
Dia 10 - sábado - chegada cedo para evitar confusão e para ver os Girls que desiludiram, acho que podiam ter dado mais energia ao seu bom Album. Mas logo a seguir tivémos um excelente concerto - os Sean Riley & The Slowriders marcaram muitos pontos na sua caderneta, mandaram cá para fora toda a energia que tinham e conquistaram-me definitivamente - arrisco dizer que são a melhor banda portuguesa de rock da actualidade. Muito bom concerto, com comunicação com o público espontânea, improvisação nas músicas, troca de posições dos músicos e um final apoteótico. Não me lembro agora o que mais havia entre o final deste concerto e o início dos Pearl Jam, mas andámos ali para trás e para a frente e nada do que ouvi e vi me convenceu, pelo que a opção passou por ir logo lá para o meio em Gogol Bordello e esperar que acabasse para dar vez aos Pearl Jam. (concerto de gogol morno comparativamente com o de há 2 anos, parece-me que mantêm a fórmula sem o importante impacto inicial). E então veio o momento de ruptura final com o festival Optimus Alive, servido da forma mais fria que me podiam ter feito e que acho, sinceramente, não merecia - os Pearl Jam versão greatest hits. Isto é o pior que me podem fazer - obrigarem-me a ficar no meio de uma multidão que só sabe cantar os Alive's, Betterman's, Daughter's, Wishlist's, Given To Fly's e ainda para mais sabe de cor os mais recentes enjôos The Fixer e Just Breathe. Às tantas cheguei a pensar que até o Last Kiss poderia ser tocado, num desespero tal de agradar aos fãs da Rádio Comercial que me deixou deveras desiludido. E não me venham com a conversa de que isto é festival e eles tocaram para público de festival - isso para mim é bullshit. Uma banda íntegra não faz variar o seu set por ser um festival ou não! Toca as músicas que mais lhes apetece neste momento e não vai lá pelo fácil. Isto foi para mim uma total rejeição de uma veia punk, suja, com garra que são o que eu aprecio nos Pearl Jam e que sei que eles têm. Agora estou é na dúvida que se pode tornar reveladora (ou não) - serão afinal de contas estas as músicas que eles mais gostam? Ou só tocaram mesmo para agradar o público? De qualquer das formas, o meu amor incondicional sai ferido e a perda é irreparável. Não sei que efeitos futuros terá, mas não há dúvidas que os senhores da Optimus acolheram a minha tentativa de salvar as coisas com requintes de maldade, e no final quem saiu mais magoado desta quebra de relação fui eu. Há sempre alguém que fica pior, certo?

PS.1 - James Murphy deu um bom concerto. Mas apanhou-me numa fase de mágoa e foi portanto apenas uma forma de alívio fugaz.

PS.2 - Optimus 2010 foi a confirmação que ultrapassou Sudoeste no festival mais social do país. A maioria das pessoas que lá andavam não faziam puto ideia das bandas que tocavam mas foram, porque interessa é ir para ter conversa com os amigos, se digo que não fui até me olham de lado, por isso toma lá 90€ ou 50€, preço a pagar para ser considerado uma pessoa fixe.

terça-feira, julho 06, 2010

uma música no ar...

A música que vos trago de seguida é mais um bom som para os dias quentes que nos assolam. Apesar de só este mês de Julho conhecer a luz do dia o seu primeiro álbum, os Best Coast já aí andam a fazer furor em alguns escaparates mais atentos, através de lançamentos de 7 polegadas e 3 EP's. O som com traços de lo-fi e surf rock chegou até a granjear adeptos famosos entre os quais Thurston Moore, pelo que é chegada a hora de aqui ser referenciado. Aqui vos deixo "When I'm With You", 1º single do álbum Crazy for You, a ser lançado no próximo dia 27. Quem quiser dar um salto a Paredes de Coura poderá conhecê-los ao vivo e a cores!

Enjoy!

segunda-feira, julho 05, 2010

uma música no ar...

Esta música já é de 2008, mas vá-se lá saber porquê, só há pouco tempo foi apanhada pelo meu radar. E não, não é referência a tê-la ouvido na rádio que se dá por esse nome, foi mesmo benção de ter o shazam à mão enquanto o Owen Pallett preparava o palco para o seu concerto. Agradou-me, fui buscar e agora que aparecem na Blogotheque parece-me uma boa oportunidade para partilhar. Os Land of Talk são uma banda canadiana, de Montreal (daí o Owen Pallett os trazer na bagagem), e já estão de momento prestes a lançar o seu segundo álbum, que deverá sair no próximo mês de Agosto. Aqui fica "Some Are Lakes", música do álbum com o mesmo nome, de 2008.

Enjoy!

quinta-feira, julho 01, 2010

uma música no ar...

Aqui vos deixo em primeira mão o novo vídeo dos Pearl Jam, para o single "Amongst the Waves", 3º single do álbum Backspacer.

Enjoy!

segunda-feira, junho 28, 2010

uma música no ar...

Só para deixar aqui, para os mais distraídos, as mais recentes análises a álbuns que fiz no Altamont:

Local Natives - Gorilla Manor
Broken Social Scene - Forgiveness Rock Record
The National - High Violet

Enjoy!

sexta-feira, junho 25, 2010

uma música no ar...

Só para informar os senhores da Optimus que é muito feio traírem clientes habituais. Assim não vão longe, todos sabemos que um cliente perdido não se recupera facilmente. Desde que o tal festival de Algés ou Oeiras ou lá o raio que aquilo se chama começou que lá vou todos os anos ver as modas, e este ano, sem razão aparente, fui impedido de entrar. Pois bem que fiquem lá com os vossas bandas de merda e cromos repetidos que já tive a oportunidade de ver noutras ocasiões que estou simplesmente a marimbar-me. Não merecem. Já num post anterior tinha falado sobre isto. Meter os Local Natives às 17h e os Drums às 18h30 num dia de semana? Ter um dia (9) empilhados com bandinhas da caca, que já estavam mortas e enterradas e lembraram-se de ir buscar só para nos ir mais facilmente ao bolso? Ide dar uma volta ao bilhar grande (na minha cabeça lê-se outra coisa pior nesta frase, mas sendo este um blog respeitável e para famílias não vou abandalhar a coisa)! Só lá ia porque tocaram num ponto sensível que nunca consigo resistir, os Pearl Jam, mas agora que sei que não vou digo-vos sinceramente - ainda bem. A última vez que cá estiveram em festival (no mesmo Optimus há uns anos) foi um desfilar de greatest hits que não me agradou nada. Portanto, para finalizar, tenho a dizer que muito provavelmente não voltarei a ser cliente optimus depois desta brincadeira. Azar o deles.

terça-feira, junho 22, 2010

um olhar, um sorriso e uma música no ar...

Isto ficava tão bem num cantinho lá de casa...

sexta-feira, junho 18, 2010

Uma música no ar...

Merece bastante aqui termos este tesourinho proporcionado pela sempre nossa amiga Blogothèque.

sábado, maio 01, 2010

um olhar, um sorriso e uma música no ar...

Gostava que alguém me explicasse porque é que não passa um 1 de Maio sem que me lembre disto. Poucas, muito poucas coisas me trazem lágrimas instantâneas aos olhos. Calhou este ano ter comprado o cd da música em baixo 2 dias antes do dia. Um grande bem haja ao Norberto por ter dado este nome a esta música. Uma maravilhosa homenagem. Para ouvir em repeat neste 1 de Maio.