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terça-feira, setembro 08, 2009

um olhar...

E que tal mais uma viagenzita no tempo (estou a ficar cada vez mais nostálgico, isto de um gajo passar os trinta é tramado...), a um tempo não muito longíquo em que a era dos centros comerciais ainda não se tinha instalado, em que os carros não se amontoavam em parques de estacionamento infintos à beira de um complexo edifício onde se encontra tudo (passar num domingo à tarde ao lado do Fórum Montijo é deprimente), a um tempo em que proliferavam na nossa cidade os edifícios nas imagens abaixo.






Cinemas. Pura e exclusivamente cinemas.
Obrigado ao "contribuinte" Castanheira!

quinta-feira, agosto 06, 2009

um olhar...

Foi há precisamente 64 anos que se lançou a primeira bomba atómica em Hiroshima. O facto de lá ter estado há bem pouco tempo, ter visto, sentido e interiorizado tudo o que ficou marcado nos livros de História deixou-me triste, com a humanidade, com a nossa (pretensa) evolução que me parece cada vez mais destrutiva...

A minha fonte do costume não deixou passar a ocasião e publicou uma reportagem com várias fotos sobre o tema, mostrando Hiroshima antes e depois da destruição, bem como as marcas deixadas pela explosão da "Little Boy". Acho que vale mesmo a pena clicarem aqui e darem uma espreitadela na História. Deixo um exemplar da reportagem e uma foto tirada há um mês atrás on location.


quarta-feira, março 11, 2009

um olhar...

... sobre um feito extraordinário e histórico recordado no documentário "Man on Wire", de James Marsh.

A 7 de Agosto de 1974, Philippe Petit e um grupo de amigos realizaram uma façanha única, dita impossível por todos, apelidade de louca e insana, altamente ilegal mas de uma beleza incrível - caminhar num arame entre as Torres Gémeas em Nova Iorque. E não apenas uma vez, mas oito, numa duração total de cerca de 45 minutos!

De entre as suas várias actividades circenses contam-se a magia, o uniciclismo e o funambulismo, esta última que o levou ao sonho de fazer este acto em nome de um nada, por causa nenhuma, apenas porque sim. Toda a ideia, a preparação, os incidentes, a envolvência das pessoas que o rodeiam está muito bem retratada no documentário, do qual vos deixo o trailer.



"Life should be lived on the edge – see every day as a true challenge and then you live your life on a tightrope." - Philippe Petit

segunda-feira, abril 07, 2008

um olhar...

... ainda sobre a história e o meu post abaixo sobre a morte de Dith Pran. Um artigo do The Independent com um título muito sugestivo e aplicável a muito que se passa hoje em dia: "The only lesson we learn is that we never learn". E é isto.

segunda-feira, agosto 06, 2007

um olhar...

Há 62 anos, um dos momentos mais tristes do século XX. Assustador, de tão desnecessário que era. A demonstração pura do que os senhores dos EUA estavam (estão?) dispostos a fazer para manter o poder sobre o mundo.


"Eram 8h15 quando o avião B-29 "Enola Gay" lançou a bomba que marcou a história da humanidade. Era uma bomba atómica de fissão, uma arma como o mundo nunca tinha visto. Ao partirem-se os átomos, os constituintes ínfimos da matéria, libertava-se uma energia brutal: a bomba de 60 quilos produziu uma explosão equivalente a 13.000 toneladas de TNT. Rebentou a cerca de 600 metros de altitude sobre Hiroxima, uma cidade com alguma importância industrial e militar, e onde viviam 255.000 pessoas. A destruição foi total num raio de 1,6 quilómetros, e brotaram chamas numa área de 11,4 quilómetros quadrados. Noventa por cento dos edifícios ficaram danificados, se não completamente destruídos. Terão morrido 149.000 pessoas, 70.000 instantaneamente. E 20.000 das vítimas mortais eram prisioneiros coreanos. De início, nem no Japão se percebeu o que tinha acontecido em Hiroshima. A primeira informação certa foi o anúncio feito pela Casa Branca, em Washington, 16 horas depois: "Os japoneses começaram a guerra em Pearl Harbour. Retribuímos com uma intensidade muitas vezes maior. E ainda não acabámos", disse o Presidente Harry Truman. "É uma bomba atómica. É uma demonstração de controlo da energia básica do Universo. A força através da qual o Sol produz a sua energia foi libertada contra os que levaram a guerra ao Extremo Oriente", disse Truman, intimando o país do Sol Nascente a render-se. Este controlo da energia do Universo resultou de um enorme projecto de colaboração científica entre os mais proeminentes físicos de meados do século - o projecto Manhattan. Mas muitos desses cientistas, assustados com a força que libertaram, tornaram-se defensores do rigoroso controlo do nuclear, como Robert Oppenheimer. C.B."

in Público