sexta-feira, outubro 22, 2010

uma música no ar...

Carta aberta

Se bem se recordam foi há precisamente 20 anos que deram o vosso primeiro concerto como banda. Na altura tinham outro nome, mas a essência da banda estava feita. 20 anos e um extenso contributo ao legado da música americana. Pena que chegue numa altura em que a nossa relação não está a melhor, mas é natural, qualquer relação com 19 anos (não vos conheço há 20, foi um pouco mais tarde que tive conhecimento da vossa existência e nem foi amor à primeira vista, mas adiante) sofre de períodos assim, menos apaixonados, mais distantes. Gostava de ver um esforço da vossa parte, para me reconquistarem. Se não for pedir muito, claro... Deixo uma pista - tentem encontrar dentro de vocês a energia que vos fez fazer esta música. 


Fico a aguardar resposta da vossa parte.

O sempre vosso
Alex

segunda-feira, outubro 18, 2010

um olhar...

Passado que está um mês sem nada ocorrer, quero apenas dizer que foi tudo pensado e premeditado - estava a precisar deste mês sabático para regressar em força às lides bloguísticas. Entretanto o Altamont tb foi remodelado e relançado, o Doclisboa ocupa grande parte do meu tempo pelo que a coisa em termos de disponibilidade não está famosa, mas prometo que a coisa vai agitar novamente. Um bem-haja a todos!

sexta-feira, setembro 17, 2010

um olhar...

Este blog está com dificuldades de respirar, e inconsciente. Ao aproximar-me da vítima vejo que necessita urgentemente de ajuda. Alguém tem um desfibrilhador à mão?

terça-feira, setembro 07, 2010

um olhar...

Serei só eu a achar estranho o nome destes desenhos animados?

sexta-feira, agosto 27, 2010

um olhar...

Ora bem, o tema deste post poderá ser algo controverso e a forma como o vou abordar pode ser um pouco brusca. Mas sendo uma opinião minha e tendo eu controle total sobre as coisas que se põem neste blog, não me vou censurar. E o que tenho a opinar hoje é que considero as poses para as fotografias uma palhaçada de todo o tamanho. Tenho como exhibit A a foto abaixo, que mostra turistas, todos eles com uma ideia absolutamente genial e original.


E pronto, chegam a casa felizes e contentes para poderem mostrar aos amigos e familiares que estiveram a segurar na Torre de Pisa. Que feito extraordinário! Isto é mesmo algo que me ultrapassa, o facto de as pessoas terem à sua disposição um instrumento extraordinário que é uma máquina fotográfica e desperdiçarem as suas potencialidades com coisas destas, perfeitamente triviais e fúteis, que não servem para nada a não ser para fazer conversa, para meterem no facebook. É mesmo dar pérolas a porcos. A minha postura não é radical nisto, bem sei que há eventos que as pessoas querem guardar para a posterioridade as memórias e uma fotografia é uma boa forma de o fazer. A questão é que hoje, com as câmaras digitais pode-se estar sempre a disparar fotos sem custos. E essa possibilidade leva logo ao abuso e à falta de bom senso de tirar fotos a tudo e mais alguma coisa, às poses parvas à frente dos monumentos, etc. E quanto a isto, a este abuso, aí sim sou radical - não faz absolutamente sentido nenhum. Porque é que a maioria dos seres humanos estão condenados a utilizarem da pior forma as maravilhosas ferramentas que outros seres humanos iluminados foram inventando ao longo dos tempos? Fotografar é uma arte! O que leva alguém a pensar que aquela paisagem linda, aquele monumento histórico fica bem é com a sua carantonha sorridente à frente? Por favor...

um sorriso...


A expressão da mãe e a frase final valem ouro! Enjoy!

quarta-feira, agosto 25, 2010

um olhar e um sorriso...

Tão bom tão bom tão bom tão bom. Bolas, tão bom. Será possível dizer muito mais do que isto?

sexta-feira, agosto 20, 2010

um sorriso...

Era isto que eu precisava agora, já que o meu jar of cookies foi interditado...


uma música no ar...

Excelente concerto ontem de Kimi Djabaté no Museu do Chiado. Um concerto onde parece que tudo contribuiu a favor, desde o local escolhido (aquele jardim é de facto um mimo, e é de louvar, como o próprio Kimi fez, o Filho Único por nos proporcionar isto), à hora escolhida (é uma pena que não se aproveite mais este horário de verão para concertos assim ao fim da tarde em espaço ao ar livre) e claro, ao músico em questão. Kimi mostrou-se surpreendido por ver o jardim cheio de gente para o ver, mas justificou bem a presença de todos. Simpatia, à vontade (apesar de se dizer nervoso), e acima de tudo sentimento e sabedoria no tocar da guitarra e do balafon foram as armas que usou para nos conquistar, para conseguir colocar todos a cantar palavras que nem sabemos o que significam, e para lhe darmos as merecidas palmas que ele tanto pediu. Penso que terá convencido tanto quem foi à descoberta como quem já o conhecia e quando é assim nada mais há a acrescentar.
Para descobrirem um pouco mais sobre este músico nada como lerem a excelente reportagem/entrevista sobre ele aqui.

Enjoy!

quarta-feira, agosto 18, 2010

uma música no ar...

E que tal 9 minutos e meio de puro deleite?

um olhar e um sorriso...

Apanhei recentemente na RTP um programa chamado "Próxima Paragem", que ao que vim a descobrir depois, é composto por 5 episódios e pretende mostrar profissões que obrigam as pessoas a constantes deslocações pelo país fora.
O programa que vi era sobre um senhor chamado António Feliciano, também chamado por muitos de Vendedor de Sonhos devido à grande paixão da sua vida - levar o cinema a locais onde o cinema não existe. Fiquei impressionado pela devoção deste homem a esta causa, a este espalhar de magia. Pelas palavras dele ao descrever a sua vida ao longo de anos e anos (serão já cerca de 40), espelhados por um trabalho de escritório durante a semana e um intenso fim de semana que começava 6ª feira por volta das 17h, quando arrancava de Lisboa, fazendo ainda nessa noite uma sessão num qualquer local longíquo, e depois mais 3 sessões ao sábado e 3 ao domingo, cada uma delas em locais diferentes, só retornando a Lisboa por volta das 3h da manhã, para trabalhar às 9h no dia seguinte. Uma maravilha haver assim pessoas como esta, com a generosidade de ter como objectivo levar arte a pessoas que normalmente a ela não teriam acesso. Abdicando naturalmente de muito da sua vida própria, como é fácil de ver.
Numa altura em que existe alguma incerteza quanto ao rumo a tomar no futuro, esta estória tocou-me bastante, pela vontade de procurar algo assim, algo de entusiasmante. Perdido que estou no meio desta encruzilhada, duas opções se colocam para o rumo a tomar. Uma seta diz "Arranja um trabalho que não seja mais que isso,  um trabalho das 9 às 5 que permita ter qualidade de vida, aproveitando o pós-laboral e tempo para férias". A outra, que aponta para a direcção oposta diz "Find a job you love and you'll never have to work a day in your life", mas que acarreta condicionantes de tempo, disponibilidade a tempo inteiro. Now what?

um olhar...

Olhò Cinema de qualidade! Bom e Barato, Bom e Barato! Aproveitem agora e não se arrependerão! É no King no mês de Setembro, é pegar ou largar! Atirem-se a eles que valem a pena! Deixo assinalados a bold e azul os ultra recomendados dentro dos que eu vi!

MOON - O OUTRO LADO DA LUA, Ducan Jones Quinta, 02 Setembro (M/12)
OS SORRISOS DO DESTINO, Fernando Lopes Sexta, 03 Setembro (M/12)
TETRO, Francis Ford Coppola Sábado, 04 Setembro (M/12Q)
O MILAGRE EM SANT`ANNA, Spike Lee Domingo, 05 Setembro *
A ESTRADA, John Hillcoat Segunda, 06 Setembro (M/16)
VENCER, Marco Bellocchio Terça, 07 Setembro (M/12)
BRIGHT STAR - ESTRELA CINTILANTE, Jane Campion Quarta, 08 Setembro (M/12Q)
O LAÇO BRANCO, Michael Haneke Quinta, 09 Setembro * (M/16)
INVICTUS, Clint Eastwood Sexta, 10 Setembro (M/12Q)
ANTICHRIST – ANTICRISTO, Lars Von Trier Sábado, 11 Setembro (M/18Q)
TUDO PODE DAR CERTO, Woody Allen Domingo, 12 Setembro (M/12Q)
HOMENS QUE MATAM CABRAS SÓ COM O OLHAR, Grant Heslov Segunda, 13 Setembro
PRECIOUS, Lee Daniels Terça, 14 Setembro (M/16)
UM HOMEM SÉRIO, Ethan e Joel Cohen Quarta, 15 Setembro (M/16)
UM HOMEM SINGULAR, Tom Ford Quinta, 16 Setembro (M/16Q)
AS ERVAS DANINHAS, Alain Resnais Sexta, 17 Setembro (M/12Q)
TONY MANERO, Pablo Larrain Sábado, 18 Setembro (M/16)
PARNASSUS - O HOMEM QUE QUERIA ENGANAR O DIABO, Terry Gilliam Domingo, 19 Setembro (M/12)
UM LUGAR PARA VIVER, Sam Mendes Segunda, 20 Setembro (M/16Q)
GREEN ZONE: COMBATE PELA VERDADE, Paul Greengrass Terça, 21 Setembro (M/12)
SHUTTER ISLAND, Martin Scorsese Quarta, 22 Setembro * (M/16Q)
O TEMPO QUE RESTA, Elia Suleiman Quinta, 23 Setembro (M/12)
EU AMO-TE PHILLIP MORRIS, Glenn Ficarra e John Requa Sexta, 24 Setembro (M/16)
GREENBERG, Noah Baumbach Sábado, 25 Setembro (M/16)
UMA OUTRA EDUCAÇÃO, Lone Scherfig Domingo, 26 Setembro (M/12)
MOTHER - UMA FORÇA ÚNICA, Bong Joon-Ho Segunda, 27 Setembro (M/16Q)
UM PROFETA, Jacques Audiard Terça, 28 Setembro * (M/16)
24 CITY, Jia Zhang Ke Quarta, 29 Setembro (M/12)
CAPITALISMO: UMA HISTÓRIA DE AMOR, Michael Moore Quinta, 30 Setembro (M/12)
CINZAS E SANGUE, Fanny Ardant Sexta, 01 Outubro (M/12)
AQUÁRIO, Andrea Arnold Sábado, 02 Outubro (M/16)
RUÍNAS, Manuel Mozos Domingo, 03 Outubro (M/6)
ESTÔMAGO - UMA HISTÓRIA NADA INFANTIL SOBRE PODER, SEXO E GASTRONOMIA, Marcos Jorge Segunda, 04 Outubro (M/16)
WENDY & LUCY, Kelly Reichardt Terça, 05 Outubro (M/12)
EU SOU O AMOR, Luca Guadagnino Quarta, 06 Outubro (M/12)
 
Enjoy!

sexta-feira, agosto 13, 2010

um olhar, um sorriso e uma música no ar...

Amanhã é um grande dia para este blog. Um grande, grande dia. Parece que foi ontem e já lá vão 4 anos de olhares, sorrisos e músicas no ar. O início foi receoso. Não sabia bem no que me estava a meter, tinha dúvidas de ter capacidade para dar andamento à coisa, mas lá arranquei. E aos poucos, com sobressaltos, mais vontade numas alturas, menos noutras, a coisa foi-se compondo e é hoje uma referência no panorama dos (dois) blogs nos quais contribuo. 4 anos é muita fruta. Muita coisa aconteceu entretanto, muita coisa mudou, sinto-me outra pessoa. Não sou claramente o mesmo Alex de há 4 anos, e aqui o blog acabou por ser um bom registo das coisas que nos passam na cabeça, da evolução, do passar dos dias, semanas, meses, anos. Este é o 973º post, o que dá uma média de cerca de 244 posts por ano. É qualquer coisa e sinto-me orgulhoso deste meu filhote que já anda e faz perguntas incómodas. E ultimamente tem disparado para todos os lados. A quem por aqui foi passando o meu obrigado, e um espero que tenham gostado. Pelo menos quero chegar aos 1000 posts, depois disso logo se vê.

Enjoy!

um olhar...

A história que vos venho contar hoje é intrigante e reveladora. Começou com um telefonema à hora do almoço, lugar com barulho,pelo que não percebia bem quem falava do outro lado. Da curta conversa ficou apenas assente que a senhora me iria ligar novamente daí a meia hora e que se tratava de um processo de recrutamento que estava a ser levado a cabo. Lembro-me que apenas retive o nome da senhora, e nada mais, derivado do barulho no local. O que é que sucede, sucede que a senhora nunca mais me ligou. Como eu não me queria deixar ficar, afinal, uma possibilidade de emprego é sempre importante averiguar, fui em busca da tal senhora. Escrevi o nome dela no google e como que por artes mágicas fiquei a saber:
  • Empresa onde trabalha
  • Número de telefone de contacto
  • Local onde fez faculdade e curso
  • Local e data de nascimento
  • Gosto musical
  • Aparência física
  • Histórico profissional
  • 1 conhecimento em comum
O que dizer disto à luz do que são os nossos dias em termos de exposição e falta de privacidade levada a cabo por nós mesmos?

um olhar...

Damn it. Uma semana se passou e nada de postagem. Não é normal haver 2 calvins seguidos aqui no blog pelo que há que tomar acções. Bom, mas antes de tomar acções, e à boa maneira portuguesa, há que tomar nota dos factos, analisar o problema das várias perspectivas possíveis, estudar potenciais soluções, definir um plano de acção e só depois implementar. Suspeito que seja coisa para demorar um tempito, mas vamos ver como corre.

um sorriso...


Palavras para quê?

sexta-feira, agosto 06, 2010

um sorriso...


Deve ser das poucas vezes que o pai leva a sua avante! Muito bom! Nada como redigir contratos antes! ;-)

um olhar, um sorriso e uma música no ar....

Não há muitas palavras para descrever isto. Para mim, isto representa a grande maravilha da música, a possibilidade de chegar a todos.

sexta-feira, julho 30, 2010

um sorriso...

quinta-feira, julho 29, 2010

uma música no ar...

A banda do recomendada do dia são os Hockey, banda originária de Portland, EUA, e que lançaram no final de 2009 o seu álbum de estreia Mind Chaos. Têm um rock pop com toques electrónicos. Se isto for suficiente para acharem que merece 4 minutinhos do vosso tempo, cliquem no play.

quarta-feira, julho 28, 2010

um olhar e uma música no ar...

Nunca mais chega Novembro... Broken Social Scene, Interpol e Arcade Fire no espaço de 10 dias é algo que me deixa ansioso pela chegada desse mês...

um olhar...

Venho hoje partilhar um pensamento que me apoquenta há já algum tempo, mas por falta de ocasião ou lembrança acabei por nunca aqui mencionar. Como verão, é algo de extrema importância e muito revelador da cultura existente em Portugal. E eu não sou um daqueles profetas que estão constantemente a dizer "lá fora é que é", "lá fora é que se faz tudo bem", "este país é uma miséria", não, de todo, acho que temos por cá muitas coisas boas, mas também espaço para melhoria. E é aqui que me quero enfocar hoje, numa clara oportunidade de melhoria da nossa sociedade.
É inevitável - em Portugal não se anda nas escadas/passadeiras rolantes. Mal se põe o pé numa é um alívio para o corpo, que pode enfim descansar de tão pesado fardo esse, o de andar. A escada rolante é vista como uma dádiva dos céus, que nos permite ir de um sítio para outro sem fazer o mínimo esforço. E grátis! Eu pergunto-me - para que andamos a gastar tanto tempo e dinheiro em ginásios se depois, quando se nos depara a possibilidade de subir uns degraus, a opção recai sempre para fazê-lo de forma relaxada e sem esforço? A resposta a esta pergunta é para mim uma incógnita tão grande como a localização de Atlântida ou onde há buracos negros, ou mesmo o porquê de um tipo chamado Grimi vestir a camisola do Sporting. Ultrapassa a lógica racional e mesmo a irracional.
Depois, como se não bastasse não andarem, há outro ponto muito importante - também não deixam ninguém passar. Ocupam sempre, mas mesmo sempre, toda a largura da escada, qual porteiros de uma discoteca e ai de alguém que pedir licença para passar. Leva logo com um olhar "olha-me este cheio de pressa, deve julgar-se melhor que os outros" que todos (re)conhecemos bem. Aqui reside uma diferença crucial de demonstração de civismo do que ocorre noutros países (quiçá com mais anos de escadas rolantes, é um facto), nos quais as pessoas que não querem andar se encostam do lado direito, dando passagem a outros que queiram continuar a sua caminhada e aproveitar as escadas/passadeiras rolantes para chegar mais rapidamente ao seu destino e não como cantinho para descansar as pernas.
Pouco a pouco, o país pode melhorar e espero que estas minhas contribuições ajudem.

uma música no ar...

Vem aí novo álbum dos Eels - chega aos escaparates dia 24 de Agosto. Já tem nome - Tomorrow Morning - e é o encerrar de uma trilogia iniciada com Hombre Lobo e que passa também por End Times. Aqui fica um primeiro cheirinho da coisa, com este "Spectacular Girl". A não esquecer que têm encontro marcado com Lisboa no Coliseu a 19 de Setembro!

Enjoy!

sexta-feira, julho 23, 2010

um olhar...

Se há merdas que me irritam é o facto de apesar do mundo de informação que a internet nos proporciona, ainda estarmos à mercê dos poderosos senhores jornalistas que falam só sobre o que lhes interessa, que normalmente é o que vende mais. Aqui pergunto: alguém viu alguma notícia nalgum lado sobre uma explosão de dois pipelines de petróleo e consequente fuga de milhões de litros para o mar que ocorreu em Dalian, na China, há apenas uma semana? Não pois não? É inacreditável. Não é um desastre da dimensão do ocorrido no Golfo do México (mesmo multiplicando o valor anunciado oficialmente), mas também não me parece que seja alguém com a envergadura de uma BP a tratar da coisa, pelo que os danos colaterais poderão ser bastante piores. Basta dar uma espreitadela nas imagens seguintes e analisar.


 Todas as fotos aqui.

um sorriso...


Fred, tenho o tratamento ideal para essa geringonça que arranjaste...

um olhar...

Frases que ficam de um breve pequeno-almoço com colegas, onde acabo por me arrepender sempre de tecer comentários em vez de deixar apenas a conversa correr e pronto:
  • "Não há cinemas onde não haja pipocas!" (afirmado com toda a certeza do mundo)
  • "Desde que tive filho (há coisa de um ano) não vou ao cinema."
  • "Agora só voltas ao cinema daqui a 20 anos." (em resposta à de cima)
  • "Agora tenho os TVCine por 5 euros, papo tudo o que lá passa."
  • "Fecharam o meu Blockbuster de há 20 anos, agora quase não vejo filmes."
Impressionante como as pessoas dependem do que se lhes põe à frente para viverem...

quarta-feira, julho 21, 2010

iLex Caran D'Ache Playlist 21.07.10

Aqui ao lado deixo a inspiração para a playlist desta semana - esta maravilhosa caixa de lápis Caran D'Ache, que fez as minhas delícias nos bons velhos tempos de início de escolaridade. E como tenho a certeza de não ser o único a quem este objecto traz boas memórias, nada como juntar o útil ao agradável e dedicar uma das brincadeiras de juntar músicas que para aqui faço a esses tempos.
O processo foi simples - uma música de arranque e depois uma para cada um deste lápis, como que a abrir uma caixa nova e a experimentar os lápis um por um. Foi um processo complicado pois há cores com mais do que 3/4 músicas boas, mas esta foi a minha selecção neste momento. Hope you enjoy it!

sexta-feira, julho 16, 2010

um olhar...

... sobre um dos sons mais importantes de todos - o som do silêncio. Tenho tido cada vez mais momentos em que dou por mim a pensar como era bom haver silêncio aqui e agora. A sentir-me mesmo angustiado por falta de silêncio. Sinto que o meu direito ao silêncio está constantemente a ser quebrado por outras pessoas que gostam de se ouvir, de comentar, pessoas que sentem necessidade de dizer qualquer coisa só por dizer. E isto acontece em vários locais, em cinemas (onde é realmente mais desconfortável uma vez que falamos de quebrar regras de boa educação e que interfere directamente com a absorção do filme de cada um), mas também num concerto de música ou perante uma bonita paisagem que se nos coloca à frente. Às vezes pergunto-me se essas pessoas estão realmente a absorver o que está a acontecer porque me parecem mais preocupadas em dizer aos outros o que pensam do que realmente pensar. Há que dar tempo para absorver, com os 5 sentidos, única forma de se entranhar as coisas e poder depois pensar sobre o assunto. Só então se pode dar o passo seguinte - o partilhar opiniões, assegurando que os outros também já fizeram esse mesmo exercício e estão interessados nessa troca de opiniões. Porque este também é outro ponto importante - será que as outras pessoas querem saber a minha opinião? Isto parece-me uma pergunta que todos se devem fazer antes de começar a disparar Eu acho ques a torto e a direito. Há coisas que só são para partilhar com uma pessoas, duas máximo. E outras que nem isso. Isto será tão difícil de entender?
Não deixa de ser engraçado que o que vejo acontecer é exactamente o oposto - cada vez mais as pessoas querem é partilhar tudo o que estão a fazer, e para isso criaram as 2 maravilhas twitter e facebook para isso mesmo, para gritar Eu acho ques para todos ouvirem. Sem filtro, atiram para ali toda a merda que lhes vai na cabeça e como se isso não chegasse, permite ainda a outros darem a sua opinião por cima.
Sinto-me a andar em contra-mão. Mas seguirei a minha direcção.  

um sorriso...


E ai de quem disser o contrário!

quinta-feira, julho 15, 2010

uma música no ar...

Mais uma recomendação no dia de hoje, desta feita "Stranded", música que serve de apresentação ao novo álbum dos The Walkmen, que será lançado no próximo mês de Setembro. Realce para o nome do álbum - Lisbon - que se deve ao facto de, segundo a própria banda, terem sido bastante influenciados pelas duas passagens pela nossa capital (Dezembro 2008 no Super Bock em Stock e Julho 2009 no Super Bock Super Rock) durante o processo de composição do novo álbum. A ouvir!

uma música no ar...

Hoje deixamos aqui os Depreciation Guild, com o tema "Dream About Me", do seu segundo álbum, Spirit Youth. A arquivar num estilo, acho que se encaixaria em dream pop (whatever that means...).

Enjoy!

terça-feira, julho 13, 2010

uma música no ar...

Depois de ter escrito este post, bem sei que foram muitos os surpreendidos de me encontrarem naquele terreno baldio ali em Algés no final da semana passada. Pois bem, venho aqui repôr justiça nos factos, para não me chamarem troca-tintas, fala-barato, e outras coisas piores. Assim sendo, começo por argumentar que a minha relação com o Optimus Alive estava por um fio, qual relação entre duas pessoas que já não se querem, que as diferenças entre eles estão de tal forma vincadas que não há volta a dar e que é praticamente assumido que o melhor mesmo é ir cada um para o seu lado antes que a coisa se torne ainda mais inconveniente. E ao escrever o tal post citado acima já estava mesmo com a cabeça feita que não havia nada a fazer. No entanto, aconteceu uma coisa que me fez pensar dar uma última oportunidade à relação -  ter encontrado dois bilhetes de 3 dias à venda na fnac na 4ª feira, dia 7 de Julho (sim, na véspera do início da coisa). Tomei como um sinal, e impondo-me a mim mesmo 2 condições mínimas - ter que chegar a horas de ver os Local Natives e não ir lá no dia 9 - anudi em ir passar umas horas no tal terreno baldio.
Suspeitei que a coisa podia não resultar logo cedo, quando faltavam 15 minutos para começar o concerto dos Local Natives e a fila para trocar pulseiras teimava em não andar - a Optimus não me parecia disposta a fazer qualquer tipo de esforço. Cheguei 10 minutos atrasado, mas rapidamente esqueci isso, porque deram um excelente concerto, bem animado e com a tranquilidade que se deseja, uma vez que mesmo estando em festival ainda só se encontravam na tenda cerca de 200/300 pessoas. Logo se seguiu mais um animado concerto dos The Drums, com a sua surf pop e toques de Joy Division e Cure que em nada é original mas permite movimentar o corpo de acordo com o ritmo. Devendra também deu um excelente concerto para uma pessoa como eu que pouco conhece, tendo me dado bastante vontade o ir descobrir melhor. Até aqui, tudo perfeito para o que eu quero - bons concertos de bandas que pouca gente conhece e concertos que me fazem querer descobrir mais da banda. Até já me tinha esquecido do episódio das pulseiras (apesar dos relatórios da "frente da batalha" não serem nada animadores) e dei por mim a pensar que afinal havia luz ao fundo do túnel, que nem tudo estava perdido. Talvez apercebendo-se disso, a Optimus decidiu dar sinais que a coisa não ia ser bonita - abriu as portas ao histerismo de uma tal Florence e uma máquina cópia barata da Kate Bush que me fez fugir do palco secundário, e quando tentei voltar para espreitar um bocadinho os xx que tocavam a seguir já era impossível de o fazer. Ouviu-se um bocadinho lá do fundo da tenda, viu-se pouco ou nada, mas do que se viu a coisa também não estava a ser por aí além, pelo que rumámos ao palco principal para ver os Faith No More (ah, só agora me lembrei que ainda perdi para aí 15 min com Alice in Chains e 5 com Kasabian e foi o suficiente - atrocidade meterem Alice in Chains sem o Layne e Kasabian foi giro em 2004...). O entusiasmo para Faith No More era relativo, não esperava mais do que o que tinham feito o ano passado no Sudoeste e a meu ver não fizeram. Ainda é o mesmo espectáculo, com a mesma base, variando aqui e ali numas músicas e ainda para mais tinham um público menos conhecedor do seu trabalho do que os que foram até ao Sudoeste o ano passado, o que também ajuda a criar a aura num concerto. O público do Optimus é um público da moda, que vai ver as bandas da moda (a tal florence, os tais xx e conhecem apenas o Easy e o Epic e pronto e mais acrescentarei sobre isto quando falar dos Pearl Jam) e acho que não souberam aproveitar bem o animal de palco que é o Mike Patton. Fim de dia. 
Dia 10 - sábado - chegada cedo para evitar confusão e para ver os Girls que desiludiram, acho que podiam ter dado mais energia ao seu bom Album. Mas logo a seguir tivémos um excelente concerto - os Sean Riley & The Slowriders marcaram muitos pontos na sua caderneta, mandaram cá para fora toda a energia que tinham e conquistaram-me definitivamente - arrisco dizer que são a melhor banda portuguesa de rock da actualidade. Muito bom concerto, com comunicação com o público espontânea, improvisação nas músicas, troca de posições dos músicos e um final apoteótico. Não me lembro agora o que mais havia entre o final deste concerto e o início dos Pearl Jam, mas andámos ali para trás e para a frente e nada do que ouvi e vi me convenceu, pelo que a opção passou por ir logo lá para o meio em Gogol Bordello e esperar que acabasse para dar vez aos Pearl Jam. (concerto de gogol morno comparativamente com o de há 2 anos, parece-me que mantêm a fórmula sem o importante impacto inicial). E então veio o momento de ruptura final com o festival Optimus Alive, servido da forma mais fria que me podiam ter feito e que acho, sinceramente, não merecia - os Pearl Jam versão greatest hits. Isto é o pior que me podem fazer - obrigarem-me a ficar no meio de uma multidão que só sabe cantar os Alive's, Betterman's, Daughter's, Wishlist's, Given To Fly's e ainda para mais sabe de cor os mais recentes enjôos The Fixer e Just Breathe. Às tantas cheguei a pensar que até o Last Kiss poderia ser tocado, num desespero tal de agradar aos fãs da Rádio Comercial que me deixou deveras desiludido. E não me venham com a conversa de que isto é festival e eles tocaram para público de festival - isso para mim é bullshit. Uma banda íntegra não faz variar o seu set por ser um festival ou não! Toca as músicas que mais lhes apetece neste momento e não vai lá pelo fácil. Isto foi para mim uma total rejeição de uma veia punk, suja, com garra que são o que eu aprecio nos Pearl Jam e que sei que eles têm. Agora estou é na dúvida que se pode tornar reveladora (ou não) - serão afinal de contas estas as músicas que eles mais gostam? Ou só tocaram mesmo para agradar o público? De qualquer das formas, o meu amor incondicional sai ferido e a perda é irreparável. Não sei que efeitos futuros terá, mas não há dúvidas que os senhores da Optimus acolheram a minha tentativa de salvar as coisas com requintes de maldade, e no final quem saiu mais magoado desta quebra de relação fui eu. Há sempre alguém que fica pior, certo?

PS.1 - James Murphy deu um bom concerto. Mas apanhou-me numa fase de mágoa e foi portanto apenas uma forma de alívio fugaz.

PS.2 - Optimus 2010 foi a confirmação que ultrapassou Sudoeste no festival mais social do país. A maioria das pessoas que lá andavam não faziam puto ideia das bandas que tocavam mas foram, porque interessa é ir para ter conversa com os amigos, se digo que não fui até me olham de lado, por isso toma lá 90€ ou 50€, preço a pagar para ser considerado uma pessoa fixe.

terça-feira, julho 06, 2010

uma música no ar...

A música que vos trago de seguida é mais um bom som para os dias quentes que nos assolam. Apesar de só este mês de Julho conhecer a luz do dia o seu primeiro álbum, os Best Coast já aí andam a fazer furor em alguns escaparates mais atentos, através de lançamentos de 7 polegadas e 3 EP's. O som com traços de lo-fi e surf rock chegou até a granjear adeptos famosos entre os quais Thurston Moore, pelo que é chegada a hora de aqui ser referenciado. Aqui vos deixo "When I'm With You", 1º single do álbum Crazy for You, a ser lançado no próximo dia 27. Quem quiser dar um salto a Paredes de Coura poderá conhecê-los ao vivo e a cores!

Enjoy!

segunda-feira, julho 05, 2010

uma música no ar...

Esta música já é de 2008, mas vá-se lá saber porquê, só há pouco tempo foi apanhada pelo meu radar. E não, não é referência a tê-la ouvido na rádio que se dá por esse nome, foi mesmo benção de ter o shazam à mão enquanto o Owen Pallett preparava o palco para o seu concerto. Agradou-me, fui buscar e agora que aparecem na Blogotheque parece-me uma boa oportunidade para partilhar. Os Land of Talk são uma banda canadiana, de Montreal (daí o Owen Pallett os trazer na bagagem), e já estão de momento prestes a lançar o seu segundo álbum, que deverá sair no próximo mês de Agosto. Aqui fica "Some Are Lakes", música do álbum com o mesmo nome, de 2008.

Enjoy!

um olhar e um sorriso...

Das melhores notícias do dia - Fedorento desce ao 3º lugar do ranking!

um olhar...

Excelente a entrevista de Alberto Manguel no ípsilon desta semana. Não conhecia este escritor e ensaísta, de origem argentina, mas um cidadão do mundo (uma vez que viveu em vários países enquanto jovem), e como tal tornou-se ainda mais interessante descobri-lo desta forma - lendo a sua opinião sobre a situação da nossa sociedade face aos valores intelectuais, à cultura, à utilização de novas tecnologias. Naturalmente que sugiro a leitura completa da entrevista, mas não queria deixar de aqui transcrever as frases que me ficaram mais marcadas na memória e com as quais concordo em absoluto.

"Pensa que, para além de não haver muitos leitores, a leitura está a perder terreno neste momento?

O que está a perder terreno é a inteligência. Estamos a tornar-nos mais estúpidos porque vivemos numa sociedade na qual temos de ser consumidores para que essa sociedade sobreviva. E para ser consumidor, é preciso ser estúpido, porque uma pessoa inteligente nunca gastaria 300 euros num par de calças de ganga rasgadas. É preciso ser mesmo estúpido para isso."

"A escola não tem culpa, é a nossa sociedade que é culpada. A escola, a universidade, deveriam ser o lugar onde a imaginação tem campo livre, onde se aprende a pensar, a reflectir, sem qualquer meta. Mas isso é algo que estamos a eliminar em todo o mundo. Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa. Nesses centros de aprendizagem, estamos a criar seres humanos que não confiam nas suas próprias capacidades e que começam a acreditar que o seu único objectivo na vida é arranjar trabalho para conseguir sobreviver até chegar à reforma - que também já lhes estão a tirar."

"A questão é que deixámos cair a noção de "ser culto". Agora, não passa pela cabeça de ninguém dizer que uma pessoa é culta ou não é culta. Como já disse, há uma perda de prestígio do acto intelectual. Hoje, uma pessoa pode admitir que é estúpida, que passa o seu tempo a jogar jogos de vídeo ou que só se interessa pela moda. Não vai chocar ninguém. Antes, tínhamos vergonha de dizer coisas dessas, mas hoje é espantoso ver o número de pessoas adultas que jogam jogos totalmente imbecis."

Fica para vosso pensamento e comentário se quiserem.

sexta-feira, julho 02, 2010

um sorriso...

E na sequência da nova playlist (banda sonora perfeita para um passeio no zoo) deixo também aqui o mítico passeio pelo zoo do Calvin.


Tudo fica bem quando acaba bem! Bom fim de semana! ;-)

quinta-feira, julho 01, 2010

uma música no ar...

Aqui vos deixo em primeira mão o novo vídeo dos Pearl Jam, para o single "Amongst the Waves", 3º single do álbum Backspacer.

Enjoy!

segunda-feira, junho 28, 2010

uma música no ar...

Só para deixar aqui, para os mais distraídos, as mais recentes análises a álbuns que fiz no Altamont:

Local Natives - Gorilla Manor
Broken Social Scene - Forgiveness Rock Record
The National - High Violet

Enjoy!

um olhar e um sorriso...


Não me lembro se também votaram em mim ou não quando era mais novo, mas o que é certo é que chegou o meu momento de fama. O meu nome finalmente vem nos jornais. E como não sou tipo para fazer a coisa por menos, é para fazer estragos em estilo. Aqui fica uma das notícias e o link para o caso de quererem saber mais.

"A tempestade tropical Alex atingiu no sábado à noite o Belize, na América Central, informou o Centro Nacional de Tempestades dos Estados Unidos (NHC), com base em Miami. Às 4h00, o olho da tempestade, que é acompanhada de ventos superiores a 95 km/h, localizava-se a 30 quilómetros a noroeste da cidade de Belize. Neste momento, segundo a AP, «Alex» dirige-se para o Golfo do México, onde deverá dificultar os trabalhos de limpeza da maré negra ainda este domingo." 
in IOL Diário.

Yahooooo!

sexta-feira, junho 25, 2010

uma música no ar...

Só para informar os senhores da Optimus que é muito feio traírem clientes habituais. Assim não vão longe, todos sabemos que um cliente perdido não se recupera facilmente. Desde que o tal festival de Algés ou Oeiras ou lá o raio que aquilo se chama começou que lá vou todos os anos ver as modas, e este ano, sem razão aparente, fui impedido de entrar. Pois bem que fiquem lá com os vossas bandas de merda e cromos repetidos que já tive a oportunidade de ver noutras ocasiões que estou simplesmente a marimbar-me. Não merecem. Já num post anterior tinha falado sobre isto. Meter os Local Natives às 17h e os Drums às 18h30 num dia de semana? Ter um dia (9) empilhados com bandinhas da caca, que já estavam mortas e enterradas e lembraram-se de ir buscar só para nos ir mais facilmente ao bolso? Ide dar uma volta ao bilhar grande (na minha cabeça lê-se outra coisa pior nesta frase, mas sendo este um blog respeitável e para famílias não vou abandalhar a coisa)! Só lá ia porque tocaram num ponto sensível que nunca consigo resistir, os Pearl Jam, mas agora que sei que não vou digo-vos sinceramente - ainda bem. A última vez que cá estiveram em festival (no mesmo Optimus há uns anos) foi um desfilar de greatest hits que não me agradou nada. Portanto, para finalizar, tenho a dizer que muito provavelmente não voltarei a ser cliente optimus depois desta brincadeira. Azar o deles.

quinta-feira, junho 24, 2010

um olhar...

...sobre o já encontro mais longo de sempre da história do ténis, a decorrer em Wimbledon. Neste momento o encontro ainda não está decidido, após longas 10 horas de jogo, estando os parciais em 4-6, 6-3, 7-6(9-7) 6-7(3-7), 59-59!!! Como no ultimo set não há tie-break nos encontros do Grand Slam (excepto no US Open), a coisa vai continuar até alguém conseguir 2 jogos de vantagem. Os jogadores são John Isner, 23º cabeça de série do torneio e Nicolas Mahut, nº 148 do mundo. Aconteça o que acontecer, estes homens já são heróis!


Actualização - acabou 70-68. 11h e 5 minutos. O Mahut fez 103 ases e o Isner 112. Inacreditável e histórico.

um olhar...

Absolutamente de acordo! É um wall of sound ensurdecedor...

Com excepção da segunda parte do França-Uruguai (que perdi devido a complicações de cariz étnico causadas pela presença no recinto de trinta e cinco ingleses bêbados [muitos dos quais vestidos de batman] numa despedida de solteiro), consegui assistir a todos os eventos do Certame até agora. Foram seiscentos e setenta e cinco minutos de futebol, pontuados por aquele zunido colectivo, grave, desconcertante e ininterrupto, que qualquer adepto já se habituou a reconhecer: a wall of sound produzida por milhões de milhares de mulheres a fazerem perguntas sobre as regras do jogo.
Ligeiramente abaixo na escala decibélica, o ruído constante das vuvuzelas também se tem apresentado em grande forma, mostrando resistência, intensidade e disciplina táctica, embora as suas hipóteses de conquistar o título de ruído permanente mais irritante da competição estejam agora ameaçadas pelo ruído permanente de pessoas a queixarem-se sobre o ruído permanente das vuvuzelas; o duelo promete ser renhido até à final.

quarta-feira, junho 23, 2010

um olhar...

Este post obrigou-me a adicionar a pombagira ao google reader. Fica a sugestão para lerem bem o post e, se assim o entenderem, o resto do blog.

terça-feira, junho 22, 2010

um olhar...

"A arte é tudo, tudo o resto é nada."

Carlos Reis, no seu discurso de despedida a José Saramago.

"O avião estava prestes a cair. Lá dentro, entre os passageiros, estava o escritor brasileiro Jorge Amado. No momento em que todos se agitavam com medo de morrer pediu os jornais à sua mulher. "Estamos prestes a morrer e você quer ler os jornais?", surpreendeu-se Zélia Gattai. Jorge Amado queria morrer informado sobre o que se passava no mundo. E tu, Saramago, hoje ficas a saber, o que se passa no mundo é que todos os meios de comunicação falam de ti e dizem que morreu um homem bom e honesto, um bom escritor, um ser humano excepcional, um lutador. E nós não temos o direito de chorar, de derramar lágrimas, porque somos os privilegiados que te conheceram. Que chorem os milhões de pessoas que não tiveram a sorte de passar contigo os momentos de vida."

Pilar del Río, no seu discurso de despedida a José Saramago.

Tenho a sorte de ter passado com ele momentos de vida, de estar a passar actualmente momentos com ele e de saber que irei no futuro passar momentos com ele. À distância de um esticar de braço e abrir um dos seus livros que ficarão para a eternidade.

um olhar, um sorriso e uma música no ar...

Isto ficava tão bem num cantinho lá de casa...

um olhar...

Ultimamente a chegada do canal NBA tem permitido alguns momentos de revivalismo emocionantes - quando era mais pequeno (quer em termos físicos, quer em termos de idade, mas especialmente em termos físicos) houve uma altura em que a NBA e o basquetebol eram tudo. Foi ali à volta de 90, 91, 92, por aí. Seguia com atenção semanal o programa "Magia da NBA" nas tardes de sábado, com o Carlos Barroca, entrei para o clube de basquetebol na escola (mesmo sendo o mais pequeno dos que lá andava acreditava que o tamanho não era tudo), fazia colecção de cromos da NBA e jogava no pátio, sempre que possível (provocando também por vezes a ira dos vizinhos, dado que o bater constante de uma bola de basquetebol no chão, num movimento chamado de driblar, não é o mais amigável aos ouvidos de outros). Um dos objectos por mim mais adorado ainda existe e está lá num canto perdido na Ericeira - uma bola verde e branca dos Boston Celtics. Foi um tempo em que conhecia praticamente todos os jogadores das várias equipas da NBA, um campeonato dominado pelos Bulls de Chicago, mas que tinha também várias outras personagens que me lembro saudosamente, todas presentes no histórico Dream Team que foi aos Jogos Olímpicos de 1992 - Charles Barkley, Larry Bird, Magic Johnson, John Stockton, Karl Malone, Scottie Pippen, David Robinson, Clyde Drexler, Pat Ewing e claro o inevitável Michael Jordan. E lembro-me também de um tipo que por lá jogava e era o mais alto de toda a NBA - o Manute Bol. Um sudanês lingrinhas, mas que sabia utilizar muito bem o seu tamanho na recuperação de bolas e nos "abafos". E todo este post surgiu daqui, da triste notícia que o Manute Bol faleceu no passado dia 19, aos 47 anos. Ele que também foi um exemplo como cidadão e dedicou-se, desde a sua reforma a causas humanitárias no seu país merecia mais que o esquecimento geral (só vi a notícia num site brasileiro...). Aqui fica uma homenagem em forma de vídeo.

um olhar...

Really really anxious for this...



Thanks amorita.

sexta-feira, junho 18, 2010

um sorriso...

Guess this is what happened to me for those long 35 days... But now it's back!

Uma música no ar...

Merece bastante aqui termos este tesourinho proporcionado pela sempre nossa amiga Blogothèque.