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quinta-feira, abril 22, 2010

sexta-feira, março 19, 2010

um olhar...

Não consigo descrever a frustação/tristeza/irritação de mais um ano se passar e o SXSW estar a realizar-se sem mim. Ainda para mais no blog da Radar somos inundados todos os dias com fotos de lá (vão fazer inveja para o raio que os parta e vão com sorte de só vos mandar para o raio que vos parta, porque isto é um blog decente e para famílias, que caso não fosse mandar-vos-ia para um sítio bem mais feio e escuro). Isto não se faz. Se dúvidas houvesse que é definitivamente a melhor mostra de nova música do mundo (e este ano com a presença de pesos pesados que andaram perdidos), olhem-me só para este alinhamento (retirado do blog da radar, de onde mais havia de ser....):

She Wants Revenge / Fanfarlo / Chew Lips / We Were Promised Jetpacks / Dam-Funk / The Walkmen /  Spoon / Broken Bells / Surfer Blood / Fool's Gold / Stone Temple Pilots / She & Him / The Drums / The Very Best / Japandroids / The Morning Benders / Hole / Big Star / David Fonseca / Midlake / The Temper Trap / The Soft Pack / Local Natives / Diplo / Free Energy / Titus Andronicus / Efterklang / White Denim /  The xx / Holly Miranda / Band Of Horses / The Besnard Lakes / Broken Social Scene / Liars / The Pains of Being Pure at Heart

Humpf!

quarta-feira, março 17, 2010

uma música no ar...


(fotos by Du, texto by Alex)

Owen Pallett @ Teatro Maria Matos, 11.03.2010

Vou começar a crónica deste concerto pela primeira parte. Só na altura descobri que iria haver uma primeira parte, e penso que no concerto do dia anterior tal não tinha ocorrido. Uma banda de nome Ava Infari. A grande maioria das pessoas não gosta das primeiras partes, mas eu por acaso nutro alguma curiosidade. Tento perceber o que fez com que esta banda tenha conseguido este slot, com a convicção de que o artista principal tenha tido algo a ver com aquilo. Pois bem, na passada 5ª feira esta minha ideia foi estilhaçada por um grande erro da casting de alguém (e não me pareceu ser do Pallett, que no seu concerto até gozou com a coisa) que decidiu colocar uma banda de metal doom gothic a abrir este concerto. Seria de chorar a rir, não fosse a total ridicularidade da coisa. 1/3 da sala levantou-se e saiu. Outros conversam a alta voz, ouviam iPods. Desconexão total. Uma tristeza (falarei sobre esse mundo paralelo que é o metal num post futuro).

Bem, vamos ao que interessa: Owen Pallett. Pois muito bem - foi um excelente concerto. Mais uma noite que a memória não esquecerá, pelas maravilhosas canções que nos remetem para um universo imaginário onde tudo pode acontecer. Já não é um one man show, uma vez que se faz acompanhar em vários momentos por Thomas Gill que ajuda (dentro da sua notória timidez) com voz e percussão. Mas é Pallett que controla tudo, o seu violino, a sua voz (voltando a iniciar a música quando não sai quando ele quer), o seu sampler e o seu pequeno órgão e com todas estas peças monta o puzzle que é cada uma das suas músicas. Tudo combinado em melodias pop únicas, com devida interacção com o público, partilhando o seu gosto pelo queijo português, sentindo-se bastante à vontade na cidade que segundo o próprio foi onde escreveu grande parte de "Heartland", o seu mais recente álbum, e naturalmente também o mais tocado. "Keep the Dog Quiet", "Flare Gun" e "This Lamb Sells Condos", com toda a sua intensidade, acompanharam-me desde que saí da sala até casa e no dia seguinte. O violino aparecia, depois juntava-se a voz e assim passei o dia, dividido entre o universo Pallettiano e o mundo real. E soube muito bem.  

terça-feira, março 16, 2010

uma música no ar...


Ölga @ Teatro Aberto - 13.03.2010

Por incrível que pareça, e apesar de seguir esta banda há já uns bons 6 anos, nunca tinha conseguido ir ver um concerto deles. Ia sempre seguindo o site, atento às (poucas) datas dos concertos (sintomático da aposta que (não) é feita nas bandas nacionais) e cada vez que aparecia uma oportunidade, acabava logo esmagada pela minha impossibilidade por algum motivo. Por isso, foi com grande ansiedade que esperei por este concerto, que teve como motivação adicional o facto de ser o lançamento do novo EP da banda, denominado "Samurai". E tenho a dizer que esteve à altura das minhas expectactivas, deram um concerto bastante competente, e que entusiasmou as 170 pessoas entre fãs e amigos que lá foram conhecer o novo registo, que no fundo representa a 2ª parte de uma trilogia, iniciada com o álbum do ano passado, "La Résistance". A evolução da banda de terrenos no pós-rock de início de carreira para um indie rock psicadélico actualmente tem sido bem cimentada e no palco estão bastante à vontade em qualquer tema, tendo inclusivamente deixado para o final uma música para dançar (não fosse o facto de haver cadeiras e assim seria, vontade não faltou) ao som de "Paul Simon", música virada para o ritmo do cantor que dá nome à música. "Take Us All", "Money" e "Elephants" também foram momentos altos da noite, com a devida intensidade e bem acompanhados pelo trabalho de projecção de Miguel Lopes, que providenciou um bom ingrediente para acompanhar o concerto. Deixou vontade para os ver novamente, assim que a oportunidade surgir!

segunda-feira, março 15, 2010

uma música no ar...


(fotos by Du)

Yo La Tengo @ Aula Magna, 14.03.2010

A vontade de fazer aqui estas análises do concerto leva-me a ir pensando no que escrever no dia seguinte sobre o mesmo. E a grande palavra que me veio à cabeça para definir este concerto e a própria banda foi versatilidade. Por um lado versatilidade dos elementos da banda, acaba uma música e troca tudo, o guitarrista (Ira Kaplan) passa para os teclados, a baterista (Georgia Hubley) passa para a guitarra e o baixista James McNew para a voz. Outra música, outra mudança. Todos tocam um pouco de cada instrumento, facto a que não será alheia a experiência acumulada ao longo dos 25 anos de carreira que já levam. Por outro lado, versatilidade no próprio som da banda, é impossível colocar-lhes um rótulo. Num concerto (e também num álbum) de Yo La Tengo temos momentos lo-fi, momentos de guitarras frenéticas, momentos acústicos, momentos dançaveis. E saltamos de um para outro com a maior naturalidade do mundo, porque realmente faz sentido para quem sabe tocar várias cordas. Foi uma noite também marcada pelo momento "No you won't..." frase proferida por McNew ao aperceber-se do que estava Kaplan a preparar, nada mais nada menos do que uma música tocada sentado na confortável cadeira da 1ª fila. São pequenos momentos como este que nos fazem lembrar dos concertos que assistimos!

O setlist foi mais focado no álbum mais recente, "Popular Songs", como seria de esperar, o que para mim foi uma boa opção dado que já conheço bem os últimos 3 álbuns e estou a descobrir pouco a pouco os mais antigos. O rock forte em "Nothing to Hide", as baladas "I'm on My Way" e "Avalon or Someone Very Similar" e a mais pop "Periodically Triple Or Double" que abriu o concerto, junto com a "Our Way to Fall" foram para mim os momentos mais altos. Se bem que aquela devastação de som, guitarras desafinadas, teclados que compõem "The Story of Yo La Tango" (não é gralha, é mesmo Tango), antes do primeiro encore foi algo de estonteante.

Deixo aqui a memória de um post altamont relacionado com esta banda. Algo para a posterioridade. Whatever that is...

uma, não, várias músicas no ar...

A semana que passou foi algo de extraordinário derivado de ter tido a agenda preenchida de concertos. Para ser mais específicio, foram 5 concertos em 9 noites, entre o passado sábado dia 6 e o dia de ontem, e que me vão certamente ficar marcados na memória por diferentes motivos. Irei fazer uma análise mais exaustiva concerto a concerto, serve este só mesmo para partilhar a satisfação de ter sido uma semana em cheio devido à música que ecoou pelas paredes das maravilhosas salas lisboetas por onde andei. Em forma de listagem:
  • 6 Março - Norberto Lobo, Culturgest
  • 9 Março - Andreas Staier, Gulbenkian
  • 11 Março - Owen Pallett, Maria Matos
  • 13 Março - Ölga, Teatro Aberto
  • 14 Março - Yo La Tengo, Aula Magna.
Já de seguida começo a análise, enjoy!

sexta-feira, março 05, 2010

uma música no ar...

E depois metem-me dois grande concertos no mesmo dia. A passada 6ª feira foi marcada por concertos de Bill Callahan (Festival Gente Sentada) e The Fiery Furnaces (Santiago Alquimista). O que é que aconteceu? Arrastei a díficil decisão de optar por um deles e quando dei por mim estavam os dois esgotados e fiquei a ver navios. Isto não se faz. Metam alguém a gerir a agenda a nível nacional para que isto não volte a acontecer, pelo bem da minha saúde. Para carpir mágoas, nada como deixar-me perder nos dois vídeos que aqui vos deixo. Bill Callahan com "Eid Ma Clack Shaw", a frase que diz tudo, e The Fiery Furnaces em registo Blogothèque.

Enjoy!



uma música no ar...

Aqui venho apresentar o meu manifesto sobre a situação em que se encontra a indústria de organização de concertos no nosso país. Acho que é um assunto onde claramente podemos inquirir: "Não há quem ponha mão nisto?"
Para começo de conversa, parece que estamos perante uma situação de oligopólio, no qual duas majors, Everything is New e Música no Coração, dominam o mercado a seu bel prazer, tirando alguns eventos mais apontados a nichos de mercado (Paredes Coura sendo o mais representativo) e tirando o supermercado aos fins de semana que se denomina de Rock in Rio. Aonde é que isto nos leva - a uma guerra entre as tais majors, que se mais não fazem do que preocupar-se única e exclusivamente em roubar público à outra, que tem como consequência a repetição até à exaustão de concertos por estas bandas. Evidence A - os concertos de xx e La Roux nos festivais e em nome próprio separados apenas por 2/3 meses. E o público que deseja concertos diferentes, novas bandas? "Que se lixem esses, eles não sabem o que querem, nós, a Nobreza da organização dos concertos em Portugal é que sabemos!" Pois bem, sinto poder falar em nome próprio e tenho a dizer o seguinte - Não brinquem comigo! O que eu quero é inovação, novidade e bandas de música a sério.
Senhores do Super Bock - The National já cá vieram 4 vezes nos últimos 3 anos. Cut Copy já cá vieram, John Butler Trio e Temper Trap idem. Palma's Gang? Nem vou comentar... 
Senhores do Optimus - Faith No More vieram cá o ano passado. Gossip agora é todos os anos? Gogol Bordello ainda há 2 anos. LCD Soundsystem e Pearl Jam maravilha, mas mesmo assim, cromos repetidos. Kasabian - repetidos.
Olhar para estes cartazes faz mesmo lembrar aquele sentimento de criança de abrir as carteirinhas dos cromos e serem todos repetidos, uma tristeza. Onde andam os Foals, os Fanfarlo, os Spoon, os Pavement reunidos, os Fleet Foxes, os Japandroids, os Girls, os Them Crooked Vultures, os Broken Social Scene (já cá vieram mas há muitos anos e em Coura, só podia), os Noah & The Whale, os Ra Ra Riot, os Black Kids, os Delta Spirit, o Bon Iver, o Beirut, os Akron Family, os Dinosaur Jr.?
Sou eu que estou mal, admito. Ao reler este post é a conclusão a que chego. No fundo não quero que estas bandas venham cá em festivais, que se lixem os festivais, quero concertos em nome próprio em locais amistosos como Aula Magna e Coliseu. Será que há espaço para uma produtora de concertos independente em Portugal, que me veja como um nicho de mercado e faça os concertos que eu quero, onde eu quero?

quinta-feira, dezembro 03, 2009

uma música no ar...

Muita atenção a isto. Vai ser algo seguramente interessante a ocorrer no próximo ano, mais precisamente no dia 10 Março, no Teatro Maria Matos (já está assinalado na Agenda7 na barra lateral) - Concerto de Final Fantasy, o nome criado por Owen Pallett para o seu projecto pessoal. E quem é este tal de Pallett? Nada mais nada menos que o homem por trás dos arranjos de Arcade Fire, Beirut, entre outros, tendo lançado já em 2006 um excelente álbum (o segundo da sua discografia), "He Poos Clouds". Aqui vos deixo uma pequena amostra para irem pensando no caso.

Enjoy!

sexta-feira, setembro 11, 2009

uma música no ar...

Marquei presença ontem à noite no Maxime para o concerto dos Cats on Fire, banda finlandesa, atraído por 2/3 músicas ouvidas no YouTube e recomendação de amigos, aproveitando assim uma boa forma de passar uma agradável noite de Quinta-Feira. E foi mesmo muito agradável o concerto. Os Cats On Fire são ainda uma banda desconhecida no nosso país, mas ainda conseguiram reunir cerca de 60/70 pessoas e pareceu-me que todas saíram satisfeitas. O seu som é muito à base de indie-pop, fazendo lembrar por vezes uns Belle & Sebastian, e por outras os Smiths. A voz do vocalista Mattias é mesmo muito parecida à de Morrissey e não é por acaso que a crónica do ípsilon se intitula "Nostálgicos dos Smiths, uni-vos e gastai dez euros". Foi bastante animado, e deu vontade de dar-lhes um pouco mais de tempo de iPod. Algumas (más) fotos:



Aqui fica um vídeo para experimentarem!


Enjoy!

quarta-feira, agosto 12, 2009

uma música no ar...

Tardou um pouco, mas finalmente aqui fica a minha reportagem do Paredes de Coura 09. Foi um ano um pouco atípico para este festival, uma vez que, sem patrocinador principal, terá sido uma tarefa bem mais complicada montar um cartaz forte como fazem ano após ano, com bandas emergentes e alguns nomes fortes. De qualquer forma, o espírito mantém-se e ali, isso é o mais forte de tudo. É um verdadeiro festival virado para a música e no qual tudo o resto é acessório.


Vamos então à música; Dia 1 (29 Julho) iniciou-se com os Temper Trap, uma banda australiana com um som interessante e que funcionou muito bem como responsável por abrir as hostilidades. Demonstraram energia e debitaram o seu rock bem ritmado que agradou quem já se encontrava pelo recinto.


Seguiram-se os por mim muito esperados The Pains of Being Pure at Heart e não desapontaram. Não que tenha sido um concerto extarordinário, nota-se que ainda são uma banda verdinha, mas entregaram-se às músicas que trouxeram e agradaram ao público que ia crescendo junto ao palco, alguns já fortes conhecedores do álbum de estreia da banda. Soube bem.



The Horrors fizeram jus ao seu nome, com o seu pseudo-goth-shoegaze-pós-rock. Boa altura para ir comer.


Era então chegada a hora de mais um ansiado concerto - Supergrass, que mesmo com 15 anos de carreira nunca tinham vindo a Portugal. E acho que sinceramente valeu a pena deixar passar o buzz de quando eram apenas a banda do "Allright", Cresceram, editaram vários bons discos e mostraram em concerto que não são os One Hit Wonders como muitos os rotularam na altura. Excelente rock, músicas com "Richard III", "Sun Hits the Sky" e "Moving" forma muito bem vividas, um concerto sem muito aparato, deixar a música valer por si.



E chegados estávamos aos cabeças de cartaz - Franz Ferdinand, que apesar de já cá terem vindo várias, vezes, nunca os tinha visto. Mais abaixo no blog já está uma boa reportagem a este concerto, e eu quero apenas acrescentar que foi realmente muito bom, um dos senão o melhor do ano, acho que sentiram a energia que vinha do público e beberam daí para criar um excelente concerto. Um bom balanço entre os 3 álbuns, que cultiva uma mistura entre o rock e também um lado mais sintetizador no recente, que funcionou muito bem e agradou a todos.



Dia 2 (30 Julho) - Dia mais para cumprir e ver o que aparecia, sem grandes expectactivas. Começou com um bocado bem passado na relva, e à hora marcada os Mundo Cão foram os responsáveis pela abertura do panco principal. Têm um estilo próprio, um pouco colado aos Ornatos, que não é claramente o meu e acho que deram um concerto razoável, sem espinhas.


Seguiram-se os Portugal. The Man. Um retorno ao rock anos 70, psicadélico, longas músicas, poucas palavras para com o público, no país que ajudou a dar o nome da banda. Quem gosta do estilo (o outro repórter Fred curtiu bastante) achou um concerto muito competente e suficiente para ir descobrir mais sobre a banda.


Os Blood Red Shoes foram a meu ver o ponto alto deste dia. Tinha ouvido 2/3 músicas deles e achei que ganharam o público com o seu som simples (uma bateria, uma guitarra e voz à la White Stripes) mas bastante animado. Notou-se que já têm uma boa base de fãs por cá, e passaram muita energia para o público.


Peaches merece referência apenas por lhe ter conseguido tirar uma boa foto


Ah, e acho que houve uns senhores que ainda tocaram depois. Comecei a ouvi-los e passadas 3 músicas fomos à nossa vida. Balanço final bastante positivo, o primeiro dia só por si valeu muito e sabe sempre bem regressar a Paredes de Coura!

segunda-feira, agosto 10, 2009

uma música no ar...

Teve de ser. Pela primeira vez na minha vida fiz o Grand Slam dos Festivais de Verão do nosso cantinho - Optimus Alive, Super Bock Super Rock, Paredes de Coura e Sudoeste no mesmo ano. Para mais tarde recordar, porque estou certo que é algo que nunca mais se irá repetir. Foi muito tentador a junção de factores - completar o Grand Slam e ver os Faith No More e como tal não resisti - fui até à Herdade da Casa Branca picar o ponto. Mas no final fui eu que fui marcado, por um grande concerto - Mike Patton e sua companhia demonstraram energia, empenho, alegria por cá estarem (num país que, como ele destacou, foi onde em 1998 a banda acabou, "after a very long tour"). Puxaram por todos os que lá se encontravam, muitos (tal como eu) propositadamente para os ver, animaram, cantaram uma música completa ("Evidence") em português, um setlist muito bom, balanceando baladas com as músicas mais duras, foram agressivos quando era para o ser e calmos quando também era tempo disso. Muito, muito bom!



Quanto às outras bandas, fiquei desiludido com os Blind Zero, não percebo como uma banda com um reportório alargado como eles resolve fazer 2 covers que em nada acrescentam às versões originais, ainda para mais num concerto de apenas 55 minutos? Para mim não se justifica. Bem melhor estiveram os X-Wife, banda muito competente e que animou bem as hostes na abertura do palco principal.



Uma palavra também para o ambiente. Definitivamente, o Sudoeste não é um festival de música, é uma feira de vaidades. Montanha-Russa? 4 palcos com músicas distintas a chocarem entre si (o episódio do Tigerman é ilustrativo, palmas para ele!!)? Montes de patrocinadores a distraírem as atenções dos concertos, com música muitas vezes mais alta? Muito provavelmente, e salvo banda mesmo muito forte, não lá voltarei tão cedo...

quarta-feira, julho 29, 2009

uma música no ar...

Amanhã,

"I'm on a highway to Coura,
tã tã
Highway to Coura
I'm on a highway to Coura
And I'm going down!"

quarta-feira, julho 22, 2009

uma música no ar...

Esta cantei-a (berrei-a) eu praticamente sozinho, já que a maioria do pessoal que por lá andava só queria era Humans e Spacemans... Uma maravilha!

segunda-feira, julho 20, 2009

uma música no ar...

Regra número 1 de um concerto de rock: Não repetir músicas num concerto, muito menos fazê-lo de forma seguida. Por mais que o público tenha continuado a cantar, não quer dizer que a queiram ouvir outra vez, o público que gosta da banda quer mesmo é ouvir as restantes músicas do vosso portfolio (que neste caso seria mais que suficiente para 3/4 horas de concerto).

Regra número 2 de um concerto de rock: Sendo a primeira vez num país, incluir no setlist as vossas melhores músicas, e não músicas só por estarem no (pior) último álbum.

Regra número 1 de um festival de rock: Haver lógica na definição da ordem de actuação das bandas. Uma cantora pop, seguida de uma banda rock bem a abrir, seguida de outra cantora pop, como preparação de uma banda rock, não faz o mínimo sentido.

Tirando estes àpartes, foi giro ouvir algumas músicas, mas agora vou abandonar os The Killers ao seu futuro pop na pegada dos U2. Nota bastante positiva para os Mando Diao.

quarta-feira, julho 15, 2009

uma música no ar...

Dia 3 - 11 de Julho - Último dia Optimus Alive09. Sendo sábado permitiu não haver correrias, deslocar-me até ao recinto tranquilamente, não foi necessário estar no carro a mudar de roupa. E à terceira foi de vez - lembrei-me de levar a máquina fotográfica!

A Silent Film - Mais uma banda igual aos Keane e a tantas outras do estilo. Não acrescentam nada mas para aperitivo, foi bom. O seu ponto alto foi a última música, uma cover de "Born Slippy" que deixou bem animado o público que ali se encontrava, entre os quais já contavam alguns hardcore da banda.


Los Campesinos! - O momento mais esperado do Optimus Alive09! O que eu dancei, saltei, cantei! É um estilo de música que realmente não dá para ficar parado, muito animado, alegre. Foram eles próprios que estiveram a montar os seus instrumentos, mostraram desde aí empatia com o público que os reconheceu e isso foi crucial no desenrolar do concerto, com muita conversa, boa música e uma excelente performance. O concerto acabou com 3 dos membros da banda a fazer crowd surf, outro a tomar banho de Super Bock, outro em cima das colunas, enfim, o deboche. Grande concerto!




Chris Cornell - Já cheguei com o concerto em andamento, mas pelo que constou, um início com as novas músicas não foi fácil de assimilar. Mas quando se arrancou com músicas de Soundgarden e Audioslave, fez-nos realmente sentir nessa altura, como se o tempo não tivesse passado. "Hunger Strike", "Outshined", "Rusty Cage", "Spoonman" foram muito potentes e o Chris continua em grande forma. Houve pelo meio uma (como alguém lhe chamou coito interrompido) passagem por mais 2 músicas novas horríveis, mas ele lá voltou a atacar o passado e fazer a vontade ao público que por ali andava.


Dave Matthews Band - Eu não sou Dave Matthews. E nestes casos a pessoa ou é, ou não é. Tentei. Experimentei. It is just not my thing. Ainda apreciei o concerto durante uma hora, mas o cansaço de 3 dias começou a tomar conta e não resisti a abandonar os que tanto gostam do Dave. Sei que ficaram bem entregues.

Fechar de cortinas, cortar pulseira, guardar no livro de recordações, juntamente com os vossos nomes, Carla, Mauro, Barata, e Sara, e também Rita, Maria João, Gi, Thiago, Alessandra, que me acompanharam.
(Parte 3/3)

terça-feira, julho 14, 2009

uma música no ar...

Dia 2 - 10 de Julho
Neste dia só se viu um concerto completo, o último. Tudo o resto foi espreitado, fartámos-nos de andar de um lado para o outro para ir vendo o que ia passando num e noutro palco e foi uma forma diferente mas gira de viver um dia de festival. À descoberta.

Eagles of Death Metal - Long live rock n' roll. Pure and straight rock n' roll. Curti o som que saia das guitarras, foi um excelente começo de tarde. Conheço pouco o repertório, mas foi um prazer estar ali ao sol a ouvir aquele rock para fim de tarde.

Late of the Pier - Uns miúdos pá! Mas a fazerem música bem animada, com especial ênfase para o "Heartbeat", uma música muito fixe e que animou bem as hostes. A tenda estava a responder muito bem ao concerto!

The Kooks - Nice! Não estava à espera de grande coisa, mas talvez por isso mesmo saí surpreendido pela positiva. Foi um concerto animado, o vocalista puxou bastante pelo público e apercebi-me que têm muitos fãs em Portugal. Talvez a ouvir um pouco mais.

Hadouken - Acho que lhes dediquei cerca de 15 minutos de atenção e calhou logo no mais recente single, "Crank it Up", que é bastante interessante. De qualquer forma, o estilo de mistura musical indie com grime (já denominada grindie) não é a minha cara, mas foi uma boa passagem.

Blasted Mechanism - A opinião geral à minha volta e também a minha é simples - isto sem o Karkov não é a mesma coisa. Vi um pouco mas não muito. Já vi outros deles bem mais animados.

Does it Offend You, Yeah? - Mais uma banda na onda do grindie, como os Hadouken, mas senti que um pouco mais carregados de techno. Não apreciei por aí além... Mas havia pessoal bem animado da tenda. Not sure it was the music....

Placebo - Já começou? Se tivessem continuado a tocar, acho que por esta altura ainda não tinham tocado as músicas que eu queria ouvir. Nem consegui dar a devida atenção às novas músicas, sei que fui um público difícil, mas apetecia-me uns placebo dos velhos tempos e não os últimos álbuns. Eles com certeza que ignorando o que eu queria, fizeram o que lhes deu na real gana e a coisa (para mim) não correu bem. Um concerto de Placebo sem o "Without You I'm Nothing", onde é que já se viu?

Prodigy - Potente. Descarga de energia com todos os seus hits, bem conjugado com músicas do recente álbum, a fechar muito bem o 2º dia do festival. Deu para dançar sem parar, e os tipos puxaram e muito pelo pessoal, especialmente o demoníaco Keith Flint, a correr de um lado para o outro.

(Parte 2/3)

uma música no ar...

O momento de cortar a pulseira de um festival. O sentir que já se passou. O arrumar numa gaveta de um pedaço de pano que arrasta consigo todas as vivências inerentes a esse momento é sempre muito difícil. Mas que se faz com um sorriso, quando nos sentimos recompensados e revigorados pela energia que as bandas, e todo o ambiente de festival nos entrega.

O Optimus Alive!09 não foi excepção. Estive na dúvida até ao fim se iria, principalmente por sentir muito entusiasmo com 5/6 bandas e não saber se isso é suficiente para se aproveitar bem um festival, até porque nos anos anteriores tinhamos tido cartazes maravilhosos no SBSR (2007) e Optimus (2008). Mas enfim, um festival é um festival. E lá fui. E de lá saí com um sorriso e o sentimento que outra opção não faria sentido.

Não quero fazer aqui um texto enorme de análise, vou apenas dizer umas palavras sobre os concertos que vi e deixar algumas fotos (só do último dia, único em que levei máquina, mas já deixei neste post direcções para verem mais), repartindo a análise em 3 posts, um para cada dia do festival.

Dia 1 - 9 Julho

Air Traffic - Conhecia pouco ou nada desta banda, não adicionaram muito mas serviu de bom aquecimento para o que aí vinha no resto da noite.

TV on the Radio - Muito bom! Não tinha ficado com boa impressão do concerto no SBSR07, mas desta vez, e apostando muito no recente álbum "Dear Science" conquistaram-me facilmente. Muita energia em palco, especialmente do vocalista Tunde Adebimpe, qualidade musical. Eles são especiais por não terem um estilo onde se encaixam, conseguem conjugar muito bem diferentes estilos o que a mim me atrai bastante. E aquele "Wolf Like Me" tem uma força bruta única!

Klaxons - Intenso! Mesmo não tendo novo trabalho desde "Myths of the Near Future" já de 2007, é um álbum que só por si permite fazer uma festa! Mostraram ao que vieram ao abrir logo com "Atlantis to Interzone", uma das suas músicas mais dançáveis e animadas e logo agarraram o público que estava ali para dançar. E dançou-se muito! Puxaram todos os seus trunfos, "Golden Skanks", "Magick", "Gravity's Rainbow" e marcaram esta edição do Optimus Alive!

Metallica - Mudança radical de ambiente, da tenda Super Bock para o antro dos metaleiros. Mas que valeu muito a pena, Metallica é uma banda que marcou o meu crescimento musical e após terem vindo cá 2 anos consecutivos em que os deixei passar, desta vez não deixaria tal acontecer. Excelente energia para com o público, nota-se que se sentem em casa no meio dos seus fãs em Portugal e deram um grande concerto, um excelente alinhamento equilibrando músicas do recente "Death Magnetic" com os clássicos de sempre, sendo para mim o ponto alto "One" com muita pirotecnia à mistura.
(Parte 1/3)

sexta-feira, julho 10, 2009

uma música no ar...

Ah, e é verdade, como não levei máquina encarreguei alguém de fazer foto reportagem por mim. É só agarrarem no rato, colocarem em cima desta palavra e clicarem! E no Altamont o repórter oficial Du também já meteu algumas das suas. Muito boas!

Enjoy!

uma música no ar...

Ainda só com um dia (e como todos sabem costumo falar só no final) o Optimus já marcou bastantes pontos. Foram 3 excelentes concertos - Klaxons com muito ritmo e entusiasmo, TV on The Radio a conseguirem animar toda a gente com as excelente músicas do "Dear Science" (fiquei com pena de não terem cantado Family Tree nem Province) apesar de ter sido muito curto e Metallica com muita energia, com um bom equilíbrio entre novo álbum e clássicos. Mas se quiserem mesmo mesmo saber o momento alto da noite, para mim foi este. Klaxons com "Gravity's Rainbow", que ganhou o tão cobiçado prémio de ser a banda sonora de regresso a casa. Êxtase total.