quinta-feira, abril 22, 2010
sexta-feira, março 19, 2010
um olhar...
Humpf!
quarta-feira, março 17, 2010
uma música no ar...
(fotos by Du, texto by Alex)
Bem, vamos ao que interessa: Owen Pallett. Pois muito bem - foi um excelente concerto. Mais uma noite que a memória não esquecerá, pelas maravilhosas canções que nos remetem para um universo imaginário onde tudo pode acontecer. Já não é um one man show, uma vez que se faz acompanhar em vários momentos por Thomas Gill que ajuda (dentro da sua notória timidez) com voz e percussão. Mas é Pallett que controla tudo, o seu violino, a sua voz (voltando a iniciar a música quando não sai quando ele quer), o seu sampler e o seu pequeno órgão e com todas estas peças monta o puzzle que é cada uma das suas músicas. Tudo combinado em melodias pop únicas, com devida interacção com o público, partilhando o seu gosto pelo queijo português, sentindo-se bastante à vontade na cidade que segundo o próprio foi onde escreveu grande parte de "Heartland", o seu mais recente álbum, e naturalmente também o mais tocado. "Keep the Dog Quiet", "Flare Gun" e "This Lamb Sells Condos", com toda a sua intensidade, acompanharam-me desde que saí da sala até casa e no dia seguinte. O violino aparecia, depois juntava-se a voz e assim passei o dia, dividido entre o universo Pallettiano e o mundo real. E soube muito bem.
terça-feira, março 16, 2010
uma música no ar...
segunda-feira, março 15, 2010
uma música no ar...
(fotos by Du)
Yo La Tengo @ Aula Magna, 14.03.2010
A vontade de fazer aqui estas análises do concerto leva-me a ir pensando no que escrever no dia seguinte sobre o mesmo. E a grande palavra que me veio à cabeça para definir este concerto e a própria banda foi versatilidade. Por um lado versatilidade dos elementos da banda, acaba uma música e troca tudo, o guitarrista (Ira Kaplan) passa para os teclados, a baterista (Georgia Hubley) passa para a guitarra e o baixista James McNew para a voz. Outra música, outra mudança. Todos tocam um pouco de cada instrumento, facto a que não será alheia a experiência acumulada ao longo dos 25 anos de carreira que já levam. Por outro lado, versatilidade no próprio som da banda, é impossível colocar-lhes um rótulo. Num concerto (e também num álbum) de Yo La Tengo temos momentos lo-fi, momentos de guitarras frenéticas, momentos acústicos, momentos dançaveis. E saltamos de um para outro com a maior naturalidade do mundo, porque realmente faz sentido para quem sabe tocar várias cordas. Foi uma noite também marcada pelo momento "No you won't..." frase proferida por McNew ao aperceber-se do que estava Kaplan a preparar, nada mais nada menos do que uma música tocada sentado na confortável cadeira da 1ª fila. São pequenos momentos como este que nos fazem lembrar dos concertos que assistimos!
O setlist foi mais focado no álbum mais recente, "Popular Songs", como seria de esperar, o que para mim foi uma boa opção dado que já conheço bem os últimos 3 álbuns e estou a descobrir pouco a pouco os mais antigos. O rock forte em "Nothing to Hide", as baladas "I'm on My Way" e "Avalon or Someone Very Similar" e a mais pop "Periodically Triple Or Double" que abriu o concerto, junto com a "Our Way to Fall" foram para mim os momentos mais altos. Se bem que aquela devastação de som, guitarras desafinadas, teclados que compõem "The Story of Yo La Tango" (não é gralha, é mesmo Tango), antes do primeiro encore foi algo de estonteante.
Deixo aqui a memória de um post altamont relacionado com esta banda. Algo para a posterioridade. Whatever that is...
uma, não, várias músicas no ar...
- 6 Março - Norberto Lobo, Culturgest
- 9 Março - Andreas Staier, Gulbenkian
- 11 Março - Owen Pallett, Maria Matos
- 13 Março - Ölga, Teatro Aberto
- 14 Março - Yo La Tengo, Aula Magna.
sexta-feira, março 05, 2010
uma música no ar...
uma música no ar...
quinta-feira, dezembro 03, 2009
uma música no ar...
Enjoy!
sexta-feira, setembro 11, 2009
uma música no ar...
Enjoy!
quarta-feira, agosto 12, 2009
uma música no ar...
Seguiram-se os por mim muito esperados The Pains of Being Pure at Heart e não desapontaram. Não que tenha sido um concerto extarordinário, nota-se que ainda são uma banda verdinha, mas entregaram-se às músicas que trouxeram e agradaram ao público que ia crescendo junto ao palco, alguns já fortes conhecedores do álbum de estreia da banda. Soube bem.
The Horrors fizeram jus ao seu nome, com o seu pseudo-goth-shoegaze-pós-rock. Boa altura para ir comer.
Era então chegada a hora de mais um ansiado concerto - Supergrass, que mesmo com 15 anos de carreira nunca tinham vindo a Portugal. E acho que sinceramente valeu a pena deixar passar o buzz de quando eram apenas a banda do "Allright", Cresceram, editaram vários bons discos e mostraram em concerto que não são os One Hit Wonders como muitos os rotularam na altura. Excelente rock, músicas com "Richard III", "Sun Hits the Sky" e "Moving" forma muito bem vividas, um concerto sem muito aparato, deixar a música valer por si.
E chegados estávamos aos cabeças de cartaz - Franz Ferdinand, que apesar de já cá terem vindo várias, vezes, nunca os tinha visto. Mais abaixo no blog já está uma boa reportagem a este concerto, e eu quero apenas acrescentar que foi realmente muito bom, um dos senão o melhor do ano, acho que sentiram a energia que vinha do público e beberam daí para criar um excelente concerto. Um bom balanço entre os 3 álbuns, que cultiva uma mistura entre o rock e também um lado mais sintetizador no recente, que funcionou muito bem e agradou a todos.
Dia 2 (30 Julho) - Dia mais para cumprir e ver o que aparecia, sem grandes expectactivas. Começou com um bocado bem passado na relva, e à hora marcada os Mundo Cão foram os responsáveis pela abertura do panco principal. Têm um estilo próprio, um pouco colado aos Ornatos, que não é claramente o meu e acho que deram um concerto razoável, sem espinhas.
Seguiram-se os Portugal. The Man. Um retorno ao rock anos 70, psicadélico, longas músicas, poucas palavras para com o público, no país que ajudou a dar o nome da banda. Quem gosta do estilo (o outro repórter Fred curtiu bastante) achou um concerto muito competente e suficiente para ir descobrir mais sobre a banda.
Os Blood Red Shoes foram a meu ver o ponto alto deste dia. Tinha ouvido 2/3 músicas deles e achei que ganharam o público com o seu som simples (uma bateria, uma guitarra e voz à la White Stripes) mas bastante animado. Notou-se que já têm uma boa base de fãs por cá, e passaram muita energia para o público.
Peaches merece referência apenas por lhe ter conseguido tirar uma boa foto
Ah, e acho que houve uns senhores que ainda tocaram depois. Comecei a ouvi-los e passadas 3 músicas fomos à nossa vida. Balanço final bastante positivo, o primeiro dia só por si valeu muito e sabe sempre bem regressar a Paredes de Coura!
segunda-feira, agosto 10, 2009
uma música no ar...
Quanto às outras bandas, fiquei desiludido com os Blind Zero, não percebo como uma banda com um reportório alargado como eles resolve fazer 2 covers que em nada acrescentam às versões originais, ainda para mais num concerto de apenas 55 minutos? Para mim não se justifica. Bem melhor estiveram os X-Wife, banda muito competente e que animou bem as hostes na abertura do palco principal.
Uma palavra também para o ambiente. Definitivamente, o Sudoeste não é um festival de música, é uma feira de vaidades. Montanha-Russa? 4 palcos com músicas distintas a chocarem entre si (o episódio do Tigerman é ilustrativo, palmas para ele!!)? Montes de patrocinadores a distraírem as atenções dos concertos, com música muitas vezes mais alta? Muito provavelmente, e salvo banda mesmo muito forte, não lá voltarei tão cedo...

quarta-feira, julho 29, 2009
uma música no ar...
"I'm on a highway to Coura,
tã tã
Highway to Coura
I'm on a highway to Coura
And I'm going down!"
quarta-feira, julho 22, 2009
uma música no ar...
segunda-feira, julho 20, 2009
uma música no ar...
Regra número 2 de um concerto de rock: Sendo a primeira vez num país, incluir no setlist as vossas melhores músicas, e não músicas só por estarem no (pior) último álbum.
quarta-feira, julho 15, 2009
uma música no ar...
A Silent Film - Mais uma banda igual aos Keane e a tantas outras do estilo. Não acrescentam nada mas para aperitivo, foi bom. O seu ponto alto foi a última música, uma cover de "Born Slippy" que deixou bem animado o público que ali se encontrava, entre os quais já contavam alguns hardcore da banda.
Los Campesinos! - O momento mais esperado do Optimus Alive09! O que eu dancei, saltei, cantei! É um estilo de música que realmente não dá para ficar parado, muito animado, alegre. Foram eles próprios que estiveram a montar os seus instrumentos, mostraram desde aí empatia com o público que os reconheceu e isso foi crucial no desenrolar do concerto, com muita conversa, boa música e uma excelente performance. O concerto acabou com 3 dos membros da banda a fazer crowd surf, outro a tomar banho de Super Bock, outro em cima das colunas, enfim, o deboche. Grande concerto!
Chris Cornell - Já cheguei com o concerto em andamento, mas pelo que constou, um início com as novas músicas não foi fácil de assimilar. Mas quando se arrancou com músicas de Soundgarden e Audioslave, fez-nos realmente sentir nessa altura, como se o tempo não tivesse passado. "Hunger Strike", "Outshined", "Rusty Cage", "Spoonman" foram muito potentes e o Chris continua em grande forma. Houve pelo meio uma (como alguém lhe chamou coito interrompido) passagem por mais 2 músicas novas horríveis, mas ele lá voltou a atacar o passado e fazer a vontade ao público que por ali andava.
Dave Matthews Band - Eu não sou Dave Matthews. E nestes casos a pessoa ou é, ou não é. Tentei. Experimentei. It is just not my thing. Ainda apreciei o concerto durante uma hora, mas o cansaço de 3 dias começou a tomar conta e não resisti a abandonar os que tanto gostam do Dave. Sei que ficaram bem entregues.
Fechar de cortinas, cortar pulseira, guardar no livro de recordações, juntamente com os vossos nomes, Carla, Mauro, Barata, e Sara, e também Rita, Maria João, Gi, Thiago, Alessandra, que me acompanharam.
(Parte 3/3)





